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Cessar-fogo na Síria era do interesse de EUA e Rússia, diz Vladimir Putin

Um cessar-fogo para a Síria foi acertado esta segunda-feira, com início previsto para as “zero” horas de sábado. O fim das hostilidades foi anunciado

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Cessar-fogo na Síria era do interesse de EUA e Rússia, diz Vladimir Putin

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Um cessar-fogo para a Síria foi acertado esta segunda-feira, com início previsto para as “zero” horas de sábado. O fim das hostilidades foi anunciado em conjunto pela Rússia e pelos Estados Unidos, mas está ainda dependente do acordo de todas as forças envolvidas no conflito sírio, que opõe o regime de Bashar al-Assad — apoiado por Moscovo — a milícias afetas a grupos de oposição ao Presidente — apoiadas por Washington.

De fora deste acordo de cessar-fogo ficaram, porém, as operações militares antiterrorismo da Síria, da Rússia e da aliança liderada pelos Estados Unidos. Nomeadamente os bombardeamentos aéreos contra posições da Frente Al-Nustra, do “Daesh” (o autoproclamado Estado Islâmico) e outros grupos considerados terroristas.

(Comunicação de Vladimir Putin após a adoçãode uma declaração conjunta de Rússia e Estados Unidos sobre a Síria.)

Vladimir Putin sublinhou que as “conversações foram iniciadas pela Rússia”, mas admitiu que “o interesse era seguramente de ambos”. “No decurso das conversações, formalizámos uma declaração conjunta entre a Rússia e os Estados Unidos, como colíderes do Grupo Internacional de Apoio à Síria, sobre este cessar-fogo na Síria,” disse o Presidente russo.

Pela Casa Branca, foi divulgado um comunicado assinado pelo secretário de Estado John Kerry e falou o porta-voz. “Sabemos que existem muitos obstáculos e vão haver por certo alguns contratempos. Afinal de contas, há anos que andamos a tentar uma resolução diplomática para os muitos problemas que afetam uma nação que se partiu em pedaços. Mas este é um momento de oportunidade”, sublinhou Josh Earnest.

(Grato por ver os derradeiros acertos concluídos hoje para uma cessação de hostilidades na Síria.)

A Síria é, por estes dias, um país a ferro e fogo e o maior foco da onda de refugiados em rota para o centro da Europa. A somar-se aos cinco anos de guerra civil há agora a ascensão de grupos terroristas como o “Daesh”. Ao todo, desde 2011 e de acordo com a ONU, já terão morrido mais de 250.000 de pessoas e 11 milhões foram deslocadas.

(O número de mortos na guerra civil da Síria já pode ter dobrado a estimativa da ONU de 2015)