Última hora

Última hora

Presidencias dos EUA: Hillary Clinton, mãe, experiente, democrata de continuidade

Estão a decorrer as primárias, nas quais os dois partidos norte-americanos vão eleger os respetivos candidatos à sucessão de Barack Obama. As presidencias são a 8 de novembro

Em leitura:

Presidencias dos EUA: Hillary Clinton, mãe, experiente, democrata de continuidade

Tamanho do texto Aa Aa

Pela segunda vez, Hillary Clinton está na corrida para a Casa Branca. Em 2008, acabou por desistir já na reta final das primárias democráticas a favor de Barack Obama. Meses depois seria nomeada secretária de Estado, função em que se manteve até há três anos. Agora, é a favorita para liderar o Partido Democrata na corrida à presidência dos Estados Unidos.

  • Hillary Diane Rodham Clinton;
  • Nasceu em Chicago, Illinois, a 26 de outubro de 1947 (68 anos);
  • Casada com Bill Clinton desde 11 de outubro de 1975;
  • Filhos: Uma, Chelsea Clinton;
  • Filiação: Republicana (até 1968); Democrata;
  • Religião: Metodista.

Deixou a liderança da diplomacia de Washington em fevereiro de 2013, diz-se, para preparar a recandidatura à Casa Branca. A 12 de abril do ano passado, num vídeo publicado na internet através da rede social Youtube, Hillary Clinton, assumiu: “Estou a candidatar-me à Presidência dos Estados Unidos.”

Casada com Bill Clinton já há quatro décadas, foi primeira-dama dos Estados Unidos entre 1993 e 2001. Teve de suportar o escândalo extraconjugal do marido, com a estagiária mais famosa da Casa Branca: Monica Lewinsky. Hillary resistiu. Manteve o casamento. Foi criticada e elogiada por manter-se ao lado de Bill.

Como responsável pela diplomacia norte-americana, viajou pelos quatro cantos do mundo durante três anos. Estava no cargo quando eclodiu na Tunísia, em 2011, a chamada Primavera Árabe, que se alastraria a outros países como a Líbia, o Egito, o Iémen e, entre outros, à Síria, onde originou uma guerra civil que se mantém.

Como antiga primeira-dama e ex-secretária de Estado, Hillary Clinton conhece bem todos os cantos da Casa Branca. Numa das fotografias mais marcantes dos tempos que ali passou, Hillary surge com Barack Obama na chamada “Situation Room”, na cave da residência oficial do Presidente, a assistir via satélite à operação especial, no Paquistão, que levou à morte de Osama bin Laden, então ainda o terrorista mais procurado do Mundo, como responsável máximo pelos ataques às Torres Gémeas, em setembro de 2001.

A 11 de setembro de 2012 teve de gerir o primeiro assassínio de um embaixador norte-americano além-fronteiras. J. Christopher Stevens foi morto no decorrer de um ataque ao Consulado dos Estados Unidos em Bengazi. O Departamento de Estado norte-americanbo foi criticado por não ter dado ouvidos aos pedidos do Consulado para o reforço da segurança. Hillary Clinton assumiu a responsabilidade. Cerca de cinco meses depois passou a pasta a John Kerry.

Esgotados os dois mandatos permitidos pela Constituição, agora é Barack Obama quem apoia Hillary na corrida democrática à presidência. Depois do primeiro afro-americano a liderar a maior potência mundial, a senhora Clinton pode fazer história como a primeira mulher à frente da Casa Branca.

O percurso, contudo, não se está a revelar fácil. Pouco antes de confirmar a presente recandidatura, um escândalo. Enquanto ainda secretária de Estado, Hillary terá usado, para correspondência altamente confidencial, contas de e-mail pessoais alojadas em servidores não controlados pelo governo. O que é proibido. Pior: terá apagado alguns desses e-mails.

Hillary mantém-se como favorita entre na frente da corrida democrática, mas Bernie Sanders, o único rival ainda em campo, não está a facilitar e conseguiu mesmo “esmagar” a favorita nas primárias de New Hampshire. O eleitorado “de” Hillary respondeu agora, na Carolina do Sul, dando-lhe uma vitória sobre Sanders, com mais de 70 por cento dos votos. Será Hillary capaz, desta vez, de levar a corrida até ao fim e tornar-se na primeira mulher a presidir os Estados Unidos?