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Migrantes: ONU diz que situação nas fronteiras gregas caminha rapidamente para desastre humanitário

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados diz que a acumulação de milhares de pessoas nas fronteiras do norte da Grécia está a tornar-se

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Migrantes: ONU diz que situação nas fronteiras gregas caminha rapidamente para desastre humanitário

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O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados diz que a acumulação de milhares de pessoas nas fronteiras do norte da Grécia está a tornar-se rapidamente num desastre humanitário “auto-induzido” pela Europa.

A chanceler alemã frisou, por seu lado, que os confrontos de segunda-feira na fronteira com a Macedónia sublinham a urgência com a qual a União Europeia precisa de atuar face à crise.

Depois de receber o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o chanceler austríaco, Werner Faymann disse que “quando meio milhão de pessoas chegam à Áustria porque acreditam que podem continuar para a Alemanha, o país torna-se numa ‘sala de espera’: são deixadas passar de um lado e paradas do outro. É por isso que [o governo austríaco] disse em fevereiro e volta a dizer em março: esta política de deixar passar e este caos desorganizado devem ser parados”.

Tusk iniciou em Viena uma digressão que o leva a vários países dos Balcãs e à Turquia, para preparar a cimeira de 7 de março em Bruxelas, na qual Ancara estará presente, destinada a encontrar uma resposta comum para a crise.

Numa entrevista televisiva, o primeiro-ministro grego disse que o seu governo tem “de lidar com um problema que ultrapassa os poderes do país, a força de um executivo e as fraquezas inatas de toda uma União”. Alexis Tsipras afirmou que “a União Europeia não parece capaz de deliberar acerca de assuntos cruciais, para encontrar soluções eficazes e distribuir o peso de forma justa”.

A Grécia, que abriga 23.000 migrantes e refugiados, pediu 480 milhões de euros em ajudas à União Europeia.

Desde o início do ano, a Europa viu chegar 131.000 pessoas através do Mediterrâneo, o mesmo número que nos primeiros cinco meses de 2015.