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Desmantelamento da "selva" de Calais avança a passo de caracol

Bocas cosidas, olhos vendados e algumas escaramuças: o desmantelamento de parte da "selva" de Calais prosseguiu esta quinta-feira no meio de protestos dos migrantes que sonham atravessar o canal da Ma

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Desmantelamento da "selva" de Calais avança a passo de caracol

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Bocas cosidas, olhos vendados e algumas escaramuças: o desmantelamento de parte da “selva” de Calais prosseguiu esta quinta-feira no meio de protestos dos migrantes que sonham atravessar o Canal da Mancha rumo a uma vida melhor nas ilhas britânicas.

Este e outros campos improvisados no norte de França, onde se acumulam milhares de pessoas em condições miseráveis são uma das dores de cabeça de Londres e Paris, e de uma Europa que continua longe de encontrar solução para a maior vaga migratória das últimas décadas.

“10 dias sem chuveiro para tomar banho, numa tenda pequena, ao frio, com água por todo o lado e a chuva que não para”, queixa-se um migrante para quem “não é importante ficar no Reino Unido”, mas que quer fazer a travessia porque tem “lá família”.

As autoridades de Calais referiam ao final da tarde que já tinha sido evacuado um dos mais de sete hectares da parte sul da “selva” que as autoridades vão arrasar, ficando apenas de pé escolas e locais de culto, conforme decisão judicial.

O ritmo dos trabalhos é lento por causa da resistência dos migrantes. A prefeitura local afirma que vivem neste setor do campo entre 800 e 1000 pessoas. As organizações humanitárias falam em quase 3500 migrantes afetados por esta operação.

O ministro da Economia, Emmanuel Macron, advertiu entretanto que se o Reino Unido sair da União Europeia a França vai parar de travar os migrantes que querem atravessar o canal: