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Desportivos e híbridos brilham no Salão Automóvel de Genebra

O "Motor Show" suíço prolonga-se até 13 de março. Mostramos-lhe algumas das "bombas" de 4 rodas que aqui vão ser apresentadas ao mundo.

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Desportivos e híbridos brilham no Salão Automóvel de Genebra

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Abriu esta quinta-feira ao público o 86.° Salão Automóvel de Genebra, na Suíça, um dos eventos mais importantes do mundo para setor das “quatro rodas a motor”. A brilhar, este ano, estão algumas das mais aguardadas novidades em termos de carros desportivos e de motores amigos do ambiente.

O Bugatti Chiron confirma-se como uma das grandes estrelas do Salão Automóvel. O sucessor do Veyron conta com 1500 cavalos de potência e uma velocidade máxima de 420 quilómetros/hora, o que o torna no carro de produção comercial mais rápido e potente do mundo. Contudo, os mais de 2,4 milhões de euros de preço colocam-no ao alcance de poucas bolsas.

Não desespere. O Salão de Genebra apresenta-lhe este ano também uma alternativa mais modesta entre os desportivos. Referimo-nos ao novo Lamborghini Centenario, o modelo que assinala ao melhor estilo os 100 anos sobre o nascimento do fundador da marca, o italiano Ferruccio Lamborghini, que nasceu a 28 de abril de 1916, em Renazzo di Cento, Ferrara.

O Centenario não chega aos 800 cavalos (tem 770) nem aos quatrocentos quilómetros/hora (mas passa dos 350 km/h) e custa apenas… 1,7 milhões de euros. Coisa pouca, como vê.

Mais a sério, em Genebra a indústria automóvel promete continuar a apresentar mudanças cada vez mais amigas do ambiente. Os responsáveis políticos têm debatido objetivos ambiciosos na redução da pegada ecológica, procurando limitar os efeitos que têm vindo a alterar de forma significativa o clima e, por conseguinte, a fisionomia do planeta. A redução das emissões de dióxido de carbono é um dos objetivos.

Tim Urquhqrt, analista da IHS Automotive, acredita que vamos “assistir a uma transição do gasóleo para a gasolina”. “Não será uma grande mudança”, admite, ao mesmo tempo que confia não estar relacionado com os recentes escândalos do setor: “será mais pela dinâmica do mercado do que, por exemplo, pelo sucedido com a Volkswagen em setembro.”

Ian Robertson, da BMW, garante que “a hibridação vai ser uma parte importante da viagem rumo a um ambiente com muito menos CO2”. “Se seguirmos os reguladores europeus, norte-americanos, ou até os chineses, em 2020 ou 2025 terão de haver muito mais carros híbridos e de ‘emissões zero’ na frota automóvel para podermos ir ao encontro dos níveis que a indústria vai fixar”, anteviu.

O Salão Automóvel de Genebra decorre até 13 de março, conta com mais de 200 expositores oriundos de 30 países. Daqui já saiu o Carro do Ano na Europa em 2016. A votação foi da responsabilidade de um júri composto por 58 jornalistas especializados, havia 7 automóveis finalistas e o eleito foi o novo Opel Astra, que já tinha sido eleito “carro do ano” também em Portugal.