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Sanções de Seul são "declarações de guerra", avisa a Coreia do Norte

A Coreia do Norte reagiu esta sexta-feira às sanções aprovadas esta semana pelas Nações Unidas (ONU) e pela Coreia do Sul, considerando em especial

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Sanções de Seul são "declarações de guerra", avisa a Coreia do Norte

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A Coreia do Norte reagiu esta sexta-feira às sanções aprovadas esta semana pelas Nações Unidas (ONU) e pela Coreia do Sul, considerando em especial as medidas aprovadas em Seul como “uma declaração de guerra”. Num comunicado publicado posteriormente na agência de notícias oficial, a KCNA, um porta-voz da Comissão para a Pacífica Reunião da Coreia criticou duramente a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, como responsável pela “fabricação” da base para as recentes leis aprovadas a sul da fronteira.

A Coreia do Sul anunciou esta sexta-feira estar a ponderar sanções comerciais unilaterais contra o regime de Pyongyang, incluindo a proibição de entrada nos respetivos portos de navios que tenham navegado pelos mares da Coreia do Norte.

“Devemos anunciar esta sanções num futuro próximo”, afirmou o ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, Yun Byung-se, acrescentando que as medidas “incluem o agravamento em vários sentidos de sanções já existentes e a aplicação de novas, numa perspetiva de cooperação entre a Coreia do Sul, os Estados Unidos, o Japão, a Austrália e a União Europeia”, lê-se num artigo da agência sul-coreana Yonhap.

“A fabricação destas leis é uma imperdoável e grave provocação à República Popular da Coreia (n.: nome oficial da Coreia do Norte) e um crime hediondo contra a nação”, lê-se na reação do governo norte-coreano, com a comunicação a conluir que a posição sul-coreana contribui para “levar as relações inter-coreanas para o limiar da guerra.”

Num artigo publicado esta sexta-feira pela KCNA, a Coreia do Norte revela ter efetuado em resposta às recentes sanções das Nações Unidas e da Coreia do Sul, mas sem precisar a data, um exercício militar para testar um novo sistema de lançamento de múltiplos “rockets” de alto calibre que visa reforçar o arsenal do respetivo exército. O exercício terá sido supervisionado pelo próprio líder, Kim Jong-un.

Em Seul, entretanto, a presidente sul-coreana alertou para a necessidade de se parar a Coreia do Norte antes que seja tarde de mais. “Se não pararmos, agora, a Coreia do Norte, a capacidade nuclear deles continuará a aumentar. Isso poderá provocar um desastre irreparável ao nosso futuro e arrasar por completo a paz e a ordem no nordeste da Ásia”, afirmou Park Geun-Hye.

Já esta sexta-feira, também, os Estados Unidos e a Coreia do Sul assinaram um protocolo com vista à implementação no nordeste asiático de um moderno escudo antimísseis balísticos para defesa da região face a um eventual ataque norte-coreano.

Na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade o mais severo pacote de sanções económicas contra a Coreia do Norte, justificado com os alegados recentes exercícios militares mascarados sob o anunciado lançamento de um satélite de observação da Terra.

A Coreia do Sul também prepara novas sanções comerciais contra Pyongyang para juntar ao decreto-lei aprovado também quarta-feira pela defesa dos direitos humanos na Coreia do Norte.