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Intensificam-se protestos em Istambul

Continuam as manifestações de protesto em Istambul, na Turquia, contra a tomada de controlo do jornal oposicionista Zaman, pelo governo. Entre os

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Intensificam-se protestos em Istambul

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Continuam as manifestações de protesto em Istambul, na Turquia, contra a tomada de controlo do jornal oposicionista Zaman, pelo governo.

Entre os manifestantes, que carregaram cartazes a dizer que “a imprensa livre não será silenciada”, esteve o editor chefe do diário, Abdulhamit Bilici.

Mais uma vez, a polícia lançou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.

O descontentamento dos populares segue-se à invasão da sede do periódico pelas autoridades, na noite de sexta-feira, depois de um tribunal ter colocado o Zaman sob o controlo do Estado.

O jornal é conhecido por ser próximo do clérigo Fetullah Gülen, considerado terrorista por Recep Tayyip Erdogan, e por ter uma posição crítica em relação às políticas do presidente.

Recentemente, o executivo nomeou auditores para o grupo de “media” Koza-Ipek e encerrou dois canais de televisão privados, dois diários e uma estação de rádio, sob o pretexto de falência.

A população teme pela liberdade de imprensa.

“Somos todos seres humanos e todos os seres humanos contam. As opiniões divergentes têm de ser expressas numa sociedade. É essa a minha opinião. Uma única voz não significa nada, por isso viemos aqui para mostrar que existem diferentes vozes e apoiar o jornal Zaman. Lamentamos. Este não é o país que queremos. Estamos preocupados”, confessa um popular.

A comunidade internacional já reagiu. A União Europeia prometeu informou que irá questionar a Turquia sobre, o que classificou, de “novo golpe à liberdade de imprensa”, como publicou no Twitter o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Os Estado Unidos demonstraram preocupação. A Rússia pretende abrir um inquérito internacional sobre o assunto.