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Moçambique: o que fazer quando os elefantes comem todo o canho?

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Moçambique: o que fazer quando os elefantes comem todo o canho?

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É sabido que os elefantes adoram o canhoeiro. A árvore dá um pequeno fruto verde, conhecido como canho ou marula, um elemento gastronómico e cultural

É sabido que os elefantes adoram o canhoeiro. A árvore dá um pequeno fruto verde, conhecido como canho ou marula, um elemento gastronómico e cultural essencial no sul de Moçambique e na África do Sul.

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O canhoeiro é uma espécie muito importante para as populações porque a árvore pode ser usada de muitas formas. Os frutos podem ser comidos, mas, servem também para fabricar cerveja e doce. O núcleo do fruto também é apreciado. Há ainda toda uma série de usos medicinais.

“Os elefantes gostam mesmo do fruto do canhoeiro. Já vi um elefante macho guardar uma árvore para impedir quem quer que seja de se aproximar. Eles gostam de comer a casca, os rebentos e os frutos”, afirmou Michelle Henley, co-fundadora da Organização Elephants Alive.

Para evitar que os animais destruam as árvores, a organização ambientalista decidiu lançar um projeto inovador baseado na ajuda das abelhas. O método é simples: os elefantes detestam o zumbido das abelhas!

As populações apreciam a iniciativa devido à importância do canho na economia e na cultura de várias regiões. No sul de Moçambique, organizam-se festividades em torno do ukanyi, um vinho de baixo teor alcoólico produzido a partir do fruto do canhoeiro. O canho é também usado para o fabrico do licor Amarula.

“O canhoeiro é uma espécie muito importante para as populações porque a árvore pode ser usada de muitas formas. Os frutos podem ser comidos, mas servem também para fabricar cerveja e doce. O núcleo do fruto também é apreciado. Há ainda toda uma série de usos medicinais. Além disso, a árvore serve de sombra”, explicou Wayne Twine, professor de Ciências do Ambiente na Universidade de Witwatersrand.

O projeto da ONG está a ser testado em vários países africanos como a África do Sul, o Botsuana, Moçambique, a Tanzânia, o Uganda e o Quénia.