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Turquia pede mais dinheiro e antecipação de liberalização de vistos em nome de mais ajuda à UE

Em Bruxelas, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, mostrou aos líderes europeus que Ancara pode considerar receber de volta todos os migrantes

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Turquia pede mais dinheiro e antecipação de liberalização de vistos em nome de mais ajuda à UE

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Em Bruxelas, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoğlu, mostrou aos líderes europeus que Ancara pode considerar receber de volta todos os migrantes que cheguem à Grécia e que vêm negado o pedido de asilo na Europa a partir de determinada altura, ainda por definir.

Os aliados europeus teriam de admitir diretamente da Turquia um refugiado sírio por cada um daqueles que foram readmitidos no país vindos das ilhas gregas.

“A cimeira mostra como a Turquia é indispensável para a União Europeia (UE) e vice-versa. Temos muitos desafios pela frente. A única forma de responder é através da solidariedade. (…) Estou certo de que estes desafios serão resolvidos através da nossa cooperação. A Turquia está pronta para trabalhar com a União Europeia tal como está preparada para ser um Estado-membro da UE”, disse o primeiro-ministro turco.

A proposta elencada pelo chefe de Governo turco consta de um projeto de declaração final da cimeira UE-Turquia desta segunda-feira, mas a generosidade de Ancara tem um custo. A começar com a antecipação da liberalização de vistos para junho ou com a abertura de cinco novos capítulos nas negociações de adesão da Turquia à UE.

“A situação de uma pessoa [refugiado] que está nas mãos de um traficante, que chega a uma ilha grega e volta a ser transferida para o outro lado da costa com a instrução para se registar na Turquia e assim poder, mais tarde, num quadro oficial de reinstalação e recolocação, ser transferida de volta para a Europa, representa um golpe contra os traficantes, não contra os refugiados”, sublinhou o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

O primeiro-ministro turco também pediu mais dinheiro a troco de ajuda para desacelerar o fluxo de refugiados que asfixia a Europa. Três mil milhões de euros para 2018, a somar aos outros três mil milhões prometidos no quadro do Plano de Ação conjunto.