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Fukushima: Tragédia nuclear atrai turistas

Cinco anos após o tsunami e o desastre nuclear de Fukushima, a região atrai o chamado turismo mórbido ou negro, ou seja, visitantes interessados em

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Fukushima: Tragédia nuclear atrai turistas

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Cinco anos após o tsunami e o desastre nuclear de Fukushima, a região atrai o chamado turismo mórbido ou negro, ou seja, visitantes interessados em descobrir lugares relacionados com mortes e tragédias.

A central de Daiichi está a ser descontaminada e desmantelada. Para já o local é acessível a jornalistas e aos funcionários da TEPCO. Mas um grupo de japoneses queria transformar o local num destino turístico com visitas sem fatos de proteção em 2036.

O projeto Fukuichi Kanko não foi bem acolhido.

A questão é sensível.

Hiroki Azuma, chefe do projeto, reconhece que “a maioria dos japoneses é incapaz de suportar ou mesmo compreender que é possível transformar um grande desastre em algo que atrai as pessoas ou que a construção de um museu pode mostrar o que se passou para servir de lição às gerações futuras”.

Atualmente, cerca de duas mil pessoas visitam por ano as localidades de Fukushima não sujeitas a restrições e há habitantes que se transformaram em guias turísticos.

Mas a questão é polémica.

Uma das funcionárias da Prefeitura de Fukushima considera impensável comercializar a dor de quem morreu ou foi obrigado a fugir e acrescenta: “Não deveríamos empregar a palavra turismo à região de Hamadori”.

O projeto japonês era semelhante ao que rodeia Chernobyl, quase 30 anos após a maior tragédia nuclear da história.

Graças a viagens organizadas, a área acolhe cerca de 10 mil pessoas por ano, segundo as estimativas de um dos operadores turísticos ucranianos.

A visita custa entre cem e 400 dólares.

Chernobyl