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Tunísia: Terroristas queriam "estabelecer um califado" (PM)

Os atentados desta segunda-feira foram uma tentativa de "estabelecer um califado" junto à fronteira com a Líbia, afirmou o primeiro-ministro da Tunísia.

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Tunísia: Terroristas queriam "estabelecer um califado" (PM)

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Os atentados desta segunda-feira foram uma tentativa de “estabelecer um califado” junto à fronteira com a Líbia, afirmou o primeiro-ministro da Tunísia.

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A Tunísia ganhou uma batalha, mas a guerra continua.

Durante a madrugada, ‘jihadistas’ atacaram uma esquadra da polícia, uma caserna militar e um posto da Guarda Nacional em Ben Guerdane, uma cidade de 60 mil habitantes, junto à fronteira com a Líbia, no sudeste da Tunísia.

O balanço final dos ataques terroristas foi de 55 mortos. 36 terroristas, 12 elementos das forças da ordem e sete civis morrem. 14 membros das forças de segurança e três civis ficaram feridos.

Para o chefe do governo tunisino, “as lições que podemos retirar destes ataques são que temos de estar permanentemente vigilantes; contar com os meios próprios que temos à disposição e garantir que estamos sempre a postos para reagir rapidamente e em força a qualquer outro eventual ataque”, referiu Habib Essid, adiantando que os atentados foram levados a cabo por cerca de meia centena de terroristas.

A Tunísia “ganhou uma batalha, mas a guerra continua, concluiu o chefe do governo:

O jornal francês Le Parisien afirma que o ataque teve por objetivo conquistar este território tunisino para que ficasse sob influência do “Daesh”, o autoproclamado Estado Islâmico:

Recorendo à imprensa tunisina a RFI (Radio France Internacional) analisa também os objetivos dos assaltantes:

A Tunísia é considerada o único caso de sucesso da chamada Primavera Árabe, mas mesmo assim não tem escapado ao terrorismo dos islamitas radicais, como foi o caso com o ataque mortífero contra turistas estrangeiros no Museu Bardo, há praticamente um ano.