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Atletas nas malhas do meldonium

A tenista russa Maria Sharapova, antiga número um mundial e atualmente na sétima posição do ranking mundial, assumiu que teve um controlo antidoping

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Atletas nas malhas do meldonium

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A tenista russa Maria Sharapova, antiga número um mundial e atualmente na sétima posição do ranking mundial, assumiu que teve um controlo antidoping positivo durante o Open da Austrália. Mas este não é um caso único.

Sharapova revelou que teve um controlo positivo a meldonium, uma substância que toma desde 2006, mas que se tornou proibida este ano. A russa estaria a tomar meldonium por indicação do médico de família devido a uma deficiência de magnésio e história familiar de diabetes.

A tenista de 28 anos que venceu cinco torneios do Grand Slam foi eliminada nos quartos-de-final do Open da Austrália, que se disputou no final de janeiro.

De acordo com a Federação Internacional de Ténis, a russa foi controlada a 26 de janeiro no Open da Austrália, num teste que revelou a presença do produto proibido.

Outros atletas com controlo positivo de meldonium

O voleibolista russo Alexander Markine jogou contra a França no torneio de qualificação olímpica de voleibol – que valeu o passaporte para o Rio2016 à Rússia – tomou a mesma substância que a compatriota.

Os atletas russos Semión Elistratov, campeão olímpico de patinagem de velocidade, e Pável Kulizhnikov, pentacampeão mundial da especialidade, acusaram positivo a meldonium num controlo antidoping.

Ekaterina Bobrova confessou que, também, falhou no controlo ao uso de substâncias proibidas. A jovem da patinagem do gelo foi campeã olímpica há dois anos, em Sochi. Ekaterina e o seu parceiro, Dmitry Soloviev, não vão estar no Mundial deste mês.

Até ao momento sabe-se que pelo menos uma dezena de atletas tomou meldonium

Meldonium/mildronate

O meldonium, também conhecido como mildronate, é usado para tratar a má circulação do sangue, especialmente em casos de angina ou problemas de coração. Vendido nos Países Bálticos e na Rússia, um dos efeitos do consumo desta substância é o aumento do desempenho do metabolismo.

De acordo com o espanhol “El País” este fármaco começou a ganhar popularidade nos anos 70 na antiga União Soviética onde era utilizado no combate a doenças cardíacas. Inicialmente testado em porcos para acelerar o crescimento dos animais, depressa de verificou que o meldonium melhorava a circulação dos seres humanos.

Num estudo científico publicado em 2104 e citado pelo “EL País” pode ler-se que “o uso do medicamento demonstra uma melhoria da resistência dos desportistas, ajuda na recuperação após fazerem exercício, protege do stresse e melhora a ativação do sistema nervoso central”.

O meldonium está classificado como uma substância S4 pela Agência Mundial de Antidopagem, o que significa que tem efeitos hormonais e metabólicos.