Última hora

Última hora

Piloto ucraniana Nadia Savtchenko aceita beber água, mas continua em greve de fome.

Piloto ucraniana Nadia Savtchenko, acusada por Moscovo da morte de dois jornalistas russos, aceita beber água, mas continua em greve de fome.

Em leitura:

Piloto ucraniana Nadia Savtchenko aceita beber água, mas continua em greve de fome.

Tamanho do texto Aa Aa

Nadia Savtchenko, a piloto e deputada ucraniana acusada por Moscovo de responsabilidade na morte de dois jornalistas russos decidiu pôr termo à greve de fome e de ingestão de líquidos que tem levado a cabo como forma de protesto contra a sua detenção, aceitando agora beber água até ser conhecida a sentença que a espera.

Point of view

Como Presidente e tendo em conta os direitos constitucionais que possuo, estou pronto para uma troca que envolva Nadia Savtchenko

A informação foi divulgada na rede social Twitter pelo advogado de Savtchenko.

Alguns medios de comunicação ucranianos dizem que a decisão de Savtchenko poderia relacionar-se com uma possível intervenção por parte Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, no sentido de chegar a um acordo com a Russia para que a piloto e deputada seja libertada. De resto, o Presidente ucraniano disse, em declarações aos jornalistas, que se encontrava disponível para uma eventual troca de prisioneiros com a Rússia, abordando especificamente a questão de Nadia Savtchenko.

“Se me pergunta se seria possível uma troca de prisioneiros, gostaria de dizer, como Presidente e tendo em conta os direitos constitucionais que possuo, que estou pronto para uma troca que envolva Nadia Savtchenko”, disse Poroshenko.

O caso Savtchenko, que se arrasta há já vários meses, tem causado várias fricções entre o Ocidente e Moscovo, depois do conflito que opôs a Ucrânia à Rússia em 2014.

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores) rejeitou esta quarta-feira as críticas em relação ao processo contra Savtchenko, que Londres, Berlim e Washignton consideram uma forma de pressão contra a Ucrânia e disse que as tomadas de posição não eram mais do que uma ingerência nos assuntos internos da Rússia.