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Azerbaijão: Preços do crude pressionam regime de Aliyev

A Agência Internacional de Energia considera que a queda dos preços do petróleo tocou o fundo. Para o Azerbaijão seria um alívio. Os preços baixos

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Azerbaijão: Preços do crude pressionam regime de Aliyev

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A Agência Internacional de Energia considera que a queda dos preços do petróleo tocou o fundo. Para o Azerbaijão seria um alívio.

Os preços baixos do crude arrastaram o país para a recessão económica, que originou uma crise monetária e que está a absorver as reservas do Banco Central.

No Fórum Global Baku a euronews falou com o presidente Ilham Aliyev sobre a diversificação da economia: “Na realidade, há anos que trabalhamos para a diversificação da economia, mas agora, com os preços baixos do petróleo, isso tornou-se a grande prioridade. Conseguimos reduzir a dependência do gás e do petróleo. Agora o petróleo e o gás representam apenas 30% do PIB, mas o nosso objetivo é criar um modelo de desenvolvimento que não dependa dos preços do petróleo. Está em curso. Estamos a implementar um amplo pacote de reformas, que são apoiadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). As áreas prioritárias são o setores não petrolíferos: a agricultura, o desenvolvimento tecnológico e o turismo, entre outros setores. Estou convencido que nos próximos anos a dependência do Azerbaijão do petróleo será ainda menor”.

O petróleo representa 90% das exportações do Azerbaijão e 75% das receitas públicas. A queda dos preços obrigou a alterar o orçamento deste ano, tendo agora por base um preço de 25 dólares por barril.

A situação económica, aliada há forte desvalorização do munat, está a provocar agitação social. Ilham Aliyev enfrenta o maior desafio desde que chegou ao poder

Sobre a questão da segurança nacional, Aliyev responde: “Não vemos uma ligação direta entre os preços do petróleo e a segurança global. Mas a longo prazo, se os preços do crude se mantiverem baixos, isso pode criar problemas económicos e sociais, porque alguns países estão habituados a ter elevadas receitas petrolíferas e, quando há menos receitas, isso obriga-os a cortar os orçamentos e, portanto, isso pode acontecer”.

Para conter a queda dos preços do crude, o Azerbaijão anunciou que vai congelar a produção este ano, aliando-se assim à iniciativa da Rússia e de alguns países da OPEP.

Em 2016, Baku pretende extrair 40,7 milhões de toneladas de crude, um milhão menos do que 2015.