Última hora

Última hora

Comissário Europeu para a Migração quer relocalizar 6000 refugiados por mês

O Comissário Europeu para a Migração, o grego Dimitris Avramopoulos, defendeu esta terça-feira a necessidade de se começar a aplicar o plano de

Em leitura:

Comissário Europeu para a Migração quer relocalizar 6000 refugiados por mês

Tamanho do texto Aa Aa

O Comissário Europeu para a Migração, o grego Dimitris Avramopoulos, defendeu esta terça-feira a necessidade de se começar a aplicar o plano de relocalização de refugiados acordado entre os Estados-membros da União Europeia (UE), com um objetivo de se conseguir relocalizar 6000 pessoas por mês. O responsável europeu apelou à colaboração dos “28” e de outros países afetados por esta aparente interminável onda de migrantes.

Point of view

O governo grego avisa que a Rota dos Balcãs vai manter-se fechada, mas -- como o demonstra o recente incidente na fronteira com a Macedónia -- milhares de pessoas estão dispostas a arriscar a vida para prosseguir a viagem rumo ao norte da Europa.

Avramopoulos fez estas declarações em Idomeni, a pequena localidade grega junto à Macedónia onde cerca de 12.000 migrantes estão bloqueados devido ao fecho da fronteira pelas autoridades macedónias. “A minha visita aqui serve para enviar a mensagem de que a UE está aqui desde o primeiro momento, presente, a apoiar estas pessoas que vivem sob dramáticas condições e a apoiar as autoridades gregas na gestão desta complexa situação”, disse o comissário, em Idomeni.

Entre os migrantes e refugiados ali retidos, houve muitos a reclamar ajuda a Dimitris Avramopoulos. Outros aplaudiram-no. O comissário europeu deixou-lhes um aviso: quem viaja como mero migrante ilegal terá de regressar ao país de origem. Avramopoulos apelou ainda aos países afetados pela onda de refugiados para abrirem as fronteiras e permitirem o desafogo à Grécia, a primeira escala europeia destas pessoas em fuga.

Será esta uma crise sem fim à vista?

O Pireu, onde se localiza o principal porto que serve Atenas, é a primeira escala continental dos migrantes e refugiados que não param de chegar às ilhas gregas rumo ao norte da Europa. Com o fecho das fronteiras na chamada Rota dos Balcãs, em especial pela Macedónia, a escala seguinte à Grécia, a situação humanitária está a agravar-se e o correspondente da euronews em Atenas, Kostas Tsellos, avisa que esta crise não parece ter fim à vista.

“A chegada de migrantes e refugiados ao Pireu oriundos das ilhas Egeias não tem fim. Cerca de 4000 pessoas vivem à volta do porto do Pireu. Outras 10.000 esperam nas ilhas pelo barco que as vai trazer para o Pireu. Nos centros de acolhimento oficiais no continente estão cerca de 20.000 pessoas. Muitas outras hesitam em ir para esses centros porque receiam ficar ali retidas. O governo grego avisa que a Rota dos Balcãs vai manter-se fechada, mas — como o demonstra o recente incidente na fronteira com a Macedónia com grupos de migrantes a cruzar a fronteira ilegalmente — milhares de pessoas estão dispostas a arriscar a vida para prosseguir a viagem rumo ao norte da Europa.”

A União Europeia já disponibilizou 148 milhões de euros para ajudar a Grécia a gerir a crise de refugiados e este será também o primeiro país a beneficiar do novo instrumento de assistência de emergência, o qual vai libertar 700 milhões de euros de ajuda durante os próximos três anos.

Com um novo Conselho Europeu marcado para esta semana (17-18 de março), o Comissário Avramopoulos destacou a abertura de novas rotas, seguras e legais, para os refugiados e alertou-os a “ouvir as autoridades europeias e nacionais na Grécia”. “Não deem ouvidos aos ‘facilitadores’ (traficantes) que vos estão a explorar”, avisou.