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Governo britânico em guerra contra o açúcar

Novo imposto sobre refrigerantes com demasiado açúcar entra em vigor dentro de dois anos.

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Governo britânico em guerra contra o açúcar

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O governo britânico declarou guerra aos refrigerantes com demasiado açúcar. O ministro das Finanças, George Osborne, anunciou um novo imposto que será aplicado a este tipo de bebidas, no prazo de dois anos. Durante esse tempo, os fabricantes vão poder rever os ingredientes, de forma a incluir menos açúcar.

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Vai haver dois escalões. Um para aqueles que contêm cinco gramas ou mais por 100 mililitros e outro para os que contêm oito gramas ou mais por 100 mililitros.

A lei abrange sobretudo os refrigerantes, muitos dos quais têm um teor de açúcar superior às doses diárias recomendadas: “O imposto vai basear-se no volume de açúcar nestes refrigerantes, sejam eles produzidos no Reino Unido ou importados. Vai haver dois escalões. Um para aqueles que contêm cinco gramas ou mais por 100 mililitros e outro para os que contêm oito gramas ou mais por 100 mililitros”, explicou o ministro no parlamento.

A lei é um golpe para a indústria dos refrigerantes, encabeçada pela Coca-Cola. O lóbi do setor não tardou a reagir, até porque se centra nas bebidas e deixa de fora os doces, chocolates, sobremesas e outros produtos também com alto teor de açúcar. Com o imposto, o preço de uma lata pode subir dos 70 para os 78 pence: “Sermos, nós e os nossos clientes, castigados desta forma, quando a quantidade de calorias nos bolos, bolachas e todo o tipo de doces não para de aumentar, não faz sentido”, queixa-se Gavin Parkington, da Associação Britânica de Refrigerantes.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um máximo de 30 gramas de açúcar por dia, para qualquer pessoa com mais de 11 anos. Uma lata de Coca-Cola tem 35 gramas, ou seja, o equivalente a sete colheres de chá de açúcar.

O principal objetivo da lei é melhorar a alimentação das crianças e combater a obesidade infantil. O governo espera arrecadar cerca de 520 milhões de libras (665 milhões de euros, ao câmbio atual) por ano e assim financiar o desporto escolar.