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Obama na Argentina com mensagem para o Brasil

Depois de Cuba, Obama acerta contas com a história na Argentina e envia mensagem para o Brasil.

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Obama na Argentina com mensagem para o Brasil

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Depois de Cuba, Barack Obama acerta contas com a história na Argentina, onde chegou com mensagens para outros países. Já em Buenos Aires, o presidente norte-americano disse esperar que o Brasil “possa resolver os seus problemas de uma maneira eficaz”, considerando que a “democracia é suficientemente madura” e o sistema jurídico e as instituições são “fortes o suficiente” para resolver a crise política de uma forma que permita “ao país prosperar” e ser “o importante líder mundial que é”.

Obama garantiu ainda que o combate contra a barbárie do autoproclamado Estado Islâmico é a “prioridade número 1” e que os Estados Unidos vão continuar a “perseguir” os terroristas “agressivamente até expulsá-los da Síria e do Iraque” e até que o grupo seja “finalmente destruído”.

Na véspera do 40.º aniversário do sexto Golpe de Estado na Argentina (1976), Obama prometeu “desclassificar (mais) documentos militares e dos serviços secretos” dos Estados Unidos sobre o período negro da ditadura militar, que permaneceu no poder até 1983. Os Estados Unidos tiveram conhecimento dos preparativos para o golpe e apoiavam já na altura as ditaduras militares no Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

Esta quinta-feira, o presidente norte-americano participa numa cerimónia de homenagem às vítimas da ditadura militar.

Hoje, as guerras são outras e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou que os dois países se comprometeram a “trabalhar em conjunto” para “derrotar o narcotráfico” e que vão “trocar informações, tecnologia e formação para dar uma luta sem quartel ao crime organizado e à lavagem de dinheiro”.

Sinal da reaproximação entre os dois países, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos anunciou que as empresas norte-americanas vão investir mais de 2.300 milhões de dólares na Argentina no próximo ano, ano e meio.