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Jake Gyllenhall regressa e a partir tudo em "Demolição"

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Jake Gyllenhall regressa e a partir tudo em "Demolição"

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O novo filme realizado pelo canadiano Jean-Marc Vallée estreou em setembro no Festival de Toronto, entra agora no circuito comercial e chega a Portugal a 21 de abril

Jake Gyllenhall está de regresso ao grande ecrã na pele de um bancário de sucesso que acaba de perder a mulher num acidente de automóvel e esbarra numa máquina avariada de venda automática de chocolates. A frustração por não conseguir o que já pagou leva-o a perder facilmente a calma e a destruir algumas das coisas que se lhe atravessam no caminho.

Point of view

O que adoro no filme é que as pessoas o vão ver com um preconceito e, na minha opinião, não fazem nem ideia no que se estão a meter

A revolta e a forma como lhe dá a volta evoluem a partir de uma série de acontecimentos em torno da forma como cada pessoa lida à sua maneira com o luto.

“Demolição” é realizado pelo canadiano Jean-Marc Vallée e conta também no elenco com Naomi Watts e o jovem Judah Lewis. Depois de ter brilhado no ano passado em “Evereste”, Jake Gyllenhall surge agora a bordo de uma história que o próprio descreve como “nada convencional sobre algo tão convencional”.

“O que adoro no filme é que as pessoas o vão ver com um preconceito e, na minha opinião, não fazem nem ideia no que se estão a meter. Há muitos momentos em que damos por nós à gargalhada. É simplesmente uma estranha viagem através de uma situação aparentemente normal”, conta-nos o ator norte-americano, de 35 anos.

Na equação complexa do luto de “Davis Mitchell”, o personagem de Gyllenhall, surge também o sogro, “Phill”, interpretado por Chris Cooper. Entre as muitas cartas de reclamações e revolta que “Davis” envia após a morte da mulher, uma vai parar às mãos de “Karen Moreno”, papel interpretado por Naomi Watts. A ligação de resposta desta assistente vai espoletar uma empatia entre ambos, inflamada pela intervenção do filho dela, “Chris” (Judah Lewis).

Para Naomi Watts, “é um pouco difícil imaginar lidar com o luto daquela maneira”. “Ao mesmo tempo, quanto mais se estuda e se olha de perto, o luto não pode ser julgado. É um sentimento que se manifesta de forma diferente em cada pessoa”, considera a atriz inglesa, de 47 anos.

“Demolição” teve estreia mundial em setembro, no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá e chega agora ao circuito comercial, com estreia marcada para 21 de abril em Portugal.

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