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PM croata diz que veredito de "inocente" para Seselj no TPI é "vergonhoso"

Vojislav Seselj reagiu com arrogância ao veredito de “inocente” decretado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. O TPI absolveu esta

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PM croata diz que veredito de "inocente" para Seselj no TPI é "vergonhoso"

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Vojislav Seselj reagiu com arrogância ao veredito de “inocente” decretado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. O TPI absolveu esta quinta-feira o político ultranacionalista sérvio de 61 anos de nove acusações de crimes de guerra e contra a humanidade.

Em Belgrado, Seselj declarou que a sua “atitude face ao tribunal de Haia, como instância anti-sérvia e instrumento da nova ordem mundial, não mudou em nada”. O líder ultranacionalista acrescentou que desde o momento em que foi “para Haia, sabia que não poderiam provar nenhum crime”.

Seselj era conhecido pela violência verbal nos apelos à formação de uma “Grande Sérvia”, durante o conflito dos anos 90 na ex-Jugoslávia, e acusado de incitar os atos de genocídio cometidos pelas tropas de Slobodan Milosevic e Radovan Karadzic.

A Croácia reagiu ao veredito com a interdição de entrada de Seselj no território. Em Vukovar, cidade croata praticamente arrasada pela artilharia sérvia, O primeiro-ministro Tihomir Oreskovic denunciou um “julgamento vergonhoso” e afirmou que “representa uma derrota para o Tribunal e a Procuradoria em Haia”. O chefe do governo croata disse ainda que, “em Vukovar, [Seselj] cometeu crimes, pelos quais não demonstrou quaisquer remorsos”.

O veredito reveste-se de uma importância vital para o político ultranacionalista, que é cabeça-de-lista do Partido Radical Sérvio para as legislativas de 24 de abril.

Num cemitério de vítimas muçulmanas do conflito, na vizinha Bósnia, um sobrevivente diz que “a organização responsável pelos crimes de guerra de que [Seselj] era acusado continua a existir” e acrescenta que já está “habituado” e que vive “na esperança que um dia se faça justiça”.