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Migrantes não querem regressar e Grécia prepara-se para violência

Uma única mensagem e simples: “Turquia, não!” Tal como noutras regiões gregas, os migrantes, candidatos asilo, no campo de Moria em Lesbos não querem

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Migrantes não querem regressar e Grécia prepara-se para violência

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Uma única mensagem e simples: “Turquia, não!” Tal como noutras regiões gregas, os migrantes, candidatos asilo, no campo de Moria em Lesbos não querem regressar à Turquia.

O acordo entre a União Europeia e Ancara, que prevê a deportação dos migrantes para solo turco e depois o reencaminhamento para a Europa, terá início já esta segunda-feira.

“A Turquia é perigosa para nós, não queremos regressar. Queremos ficar na Europa, não queremos voltar para trás”, diz um migrante. Uma candidata a asilo afirma “não posso ir para a Turquia, lá é muito difícil. Não existe ajuda, nada. A Turquia recebe dinheiro da Europa, de alguns países, mas não dá nada aos sírios, nenhuma ajuda”.

No campo de Lesbos, candidatos a asilo estão isolados e mesmo o repórter da euronews teve dificuldade em filmá-los.

Organizações não-governamentais e mesmo a ONU receiam pela segurança dos migrantes.

“Precisamos de garantias de que estas pessoas têm uma monitorização credível sobre a sua proteção, antes de qualquer deportação. Estamos muito preocupados e apelamos urgentemente à Grécia e à Turquia para que coloquem em marcha essas garantias, pois vemos deficiências e falhas nos dois países”, explica Boris Cheshirkov, porta-voz do Alto Comissariado da Nações Unidas para os Refugiados em Lesbos.

A Grécia está a preparar-se para enfrentar possíveis atos de resistência e violência quando as deportações começarem.

O repórter da Euronews, Apostolos Staikos, “para dezenas de milhares de migrantes, Lesbos era a ilha da esperança, uma vez que era o primeiro passo em solo europeu. Mas muitos deles que agora vivem no campo de Moria vão ter de regressar à Turquia, um país onde não querem viver e não sabem o que esperar”.