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Chipre: A austeridade sobrevive ao fim do programa de resgate

No final de março, Chipre saiu de forma “limpa” do plano de resgate, implementado em 2013, mas os esforços não terminaram. Nicósia fechou um banco

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Chipre: A austeridade sobrevive ao fim do programa de resgate

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No final de março, Chipre saiu de forma “limpa” do plano de resgate, implementado em 2013, mas os esforços não terminaram.

Nicósia fechou um banco (o segundo maior do país), aplicou perdas às contas bancárias com mais de 100 mil euros, baixou os salários, reduziu o défice e aumentou a carga fiscal.

Mas o país tem ainda de fazer face ao elevado peso do crédito malparado e da dívida privada e reformar o mercado laboral.

A austeridade é para continuar, diz Charis Georgiadis, ministro das Finanças: “As medidas de austeridade tornaram-se necessárias tendo em conta a situação das finanças públicas, quer o país esteja ou não sob assistência financeira. É por isso que, desde o início, temos sido cautelosos e queremos assegurar-nos que as contas públicas de Chipre estão no bom caminho”.

Chipre usou só 70% dos 10 mil milhões de euros cedidos pelas instituições europeias e pelo FMI. Os reembolsos e a vigilância da “troika” vão prolongar-se até 2031.

Sobre a revelação da Wikileaks das conversas de membros do FMI sobre a estratégia a seguir para forçar a Grécia a aceitar mais auteridade, o ministro cipriota das Finanças considera que “cada Estado, através das próprias ações e iniciativas para consolidar a economia, deve evitar qualquer possibilidade ou evitar deixar espaços para ser chantageado ou pressionado”.

A Grécia é agora o único país europeu sob assistência financeira.

Atenas e a “troika” tentam concluir mais uma avaliação que permitirá desbloquear uma fatia de cinco mil milhões de euros do terceiro plano de resgate.