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Nagorno-Karabakh anuncia cessar-fogo

As forças armadas de Nagorno-Karabakh aceitaram a implementação de um cessar-fogo, segundo o Ministério da Defesa da autoproclamada república

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Nagorno-Karabakh anuncia cessar-fogo

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As forças armadas de Nagorno-Karabakh aceitaram a implementação de um cessar-fogo, segundo o Ministério da Defesa da autoproclamada república.

“Recebemos ordens para um cessar-fogo”, informou um porta-voz do ministro da Defesa de Nagorno-Karabakh. A cessação de hostilidades foi confirmada pelo Azerbaijão.

Os Estados Unidos, a França e a Rússia decidiram enviar forças de estabilização para o Azerbaijão, Arménia e Nagorno-Karabakh, com o objetivo de encorajar uma solução para o conflito no enclave, disse esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Marc Ayrault.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) vai enviar também uma missão para a região.

O presidente da Arménia, Serzh Sargsyan, tinha proposto na segunda-feira um cessar-fogo com o Azerbaijão.

A proposta de cessação de hostilidades avançada por Sargsyan no conflito pelo controle do enclave de maioria arménia de Nagorno Karabakh exigia como condição que as partes envolvidas recuem para as posições iniciais.

“A Arménia e o Nagorno Karabakh defendem a cessação das ações militares e o restabelecimento do cessar-fogo de 1994, assim como o regresso de todas as unidades militares às posições que ocupavam antes de 1 de abril de 2016”, disse Sargsyan.

A continuação das ações militares pode conduzir a uma “guerra em grande escala”, disse o presidente da Arménia em Yerevan, apelando à mediação da OSCE.

O presidente do Azerbaijão Ilham Aliyev denunciou no domingo ataques arménios com artilharia pesada contra várias localidades fronteiriças.

O Azerbaijão suspendeu unilateralmente as ações militares no domingo, mas recusa ceder os pontos estratégicos de Nagorno Karabakh que recuperou no sábado.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foi acusado pelas autoridades de Yerevan de encorajar os planos militares de Baku, depois de ter afirmado que Ancara apoiará o Azerbaijão “até ao fim”.

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, é esperado em Baku no dia 7 para uma visita oficial.

Em quatro dias de combates, o Azerbaijão e as forças locais apoiadas pela Arménia registaram cerca de 40 vítimas mortais.

A guerra de 1990 entre os dois países provocou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados, até à trégua assinada em 1994.