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Fuga de informação pessoal na Turquia atinge quase 50 milhões de cidadãos

Os dados pessoais de 49.611.709 cidadãos turcos, incluindo dos atuais Presidente Recep Tayyp Erdogan e do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, acabam

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Fuga de informação pessoal na Turquia atinge quase 50 milhões de cidadãos

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Os dados pessoais de 49.611.709 cidadãos turcos, incluindo dos atuais Presidente Recep Tayyp Erdogan e do primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, acabam de ser revelados na internet. Uma investigação foi já acionada para apurar a origem desta fuga de informação confidencial, embora o governo minimize o caso.

A página suspeita sugere terem sido “ideologias retrógradas, uma sociedade de cunhas e o crescente extremismo religioso” a levar a Turquia a ter uma “infraestrutura técnica esfrangalhada e vulnerável”. De acordo com o que pudemos apurar, os dados revelados são suficientes para, por exemplo, se poder abrir uma empresa em nome do Presidente.

(Turquia lança investigação à fuga de dados de 50 milhões de cidadãos.)

Durante uma visita oficial à Finlândia, Ahmet Davutoglu reagiu ao caso. “Os crimes cibernéticos representam uma grande ameaça para o mundo. É de extrema importância a proteção de dados pessoais. As pessoas esperam que seja o estado a protege-los. Qualquer dado pessoal de um normal cidadão é tão importante quanto a minha informação pessoal como primeiro-ministro.
Vamos tomar todas as medidas para garantir que as informações pessoais de cada pessoa estão protegidas”, prometeu o chefe de Governo.

O ministro do interior da Turquia, Efkan Ala, garantiu não se tratar de uma fuga de informação dos serviços centrais do registo civil turco e o ministro dos Transportes e Comunicação completou, explicando que os dados pessoais despejados na internet, embora apresentados como atuais, são afinal de 2010.

O ministro Binali Yıldırım sugeriu ainda que esta revelação de antigos dados pessoais de cidadãos turcos seria da responsabilidade da chamada “estrutura paralela”, um grupo de afiliados Fettulah Gülen, um antigo apoiante de Erdogan, agora opositor e exilado nos Estados Unidos.

(Ministro:A fuga de informação turca não é do sistema central.)