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Menos refugiados, muita burocracia para as autoridades gregas

O número de refugiados que chega às ilhas gregas começa a diminuir, até porque a Turquia está a intercetá-los, ao largo da sua costa, como aconteceu

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Menos refugiados, muita burocracia para as autoridades gregas

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O número de refugiados que chega às ilhas gregas começa a diminuir, até porque a Turquia está a intercetá-los, ao largo da sua costa, como aconteceu esta quarta-feira de manhã. A deportação de refugiados – que não são vistos como casos prioritários, ou não correspondem aos critérios definidos pela União Europeia – para a Turquia está suspensa até sexta-feira. A situação de muitos é complexa:

“Pedi o passaporte no Líbano. Sou palestiniano e não tenho direito de viver lá com dignidade ou trabalhar. Conhece a crise dos palestinianos no Líbano? Não temos um país, nem um território”, desabafa Khodor Hosary.

A integração dos palestinianos é uma questão muito delicada no Líbano.

Lesbos é uma das portas para os refugiados que querem ficar na Europa. Em Quios muitos esperam o ferry que os levará ao porto de Pireu, em Atenas. Por temerem a deportação antes de chegarem à capital grega, onde esperam pedir asilo, evitam os campos de refugiados e dormem ao relento.

“Se formos deportados é o fim dos sonhos. Chegar até aqui custou-nos muito dinheiro”, diz Abdul Wahid Dar, paquistanês.

Dinheiro pago aos traficantes que os ajudaram a chegar até aqui.

E mesmo uma Organização Não Governamental incita os refugiados a não se dirigiram a estes centros por terem direito a pedir asilo e para evitarem a deportação.

“Eles mandaram dois homens de volta e eles suicidaram-se. Puseram uma corda à volta do pescoço e enforcaram-se. É que se regressarmos não temos como viver. Há pessoas que tiveram de vender as casas e se forem mandadas de volta vão morrer, o que é que elas podem fazer?” – Perguntas sem resposta, de um refugiado paquistanês de 22 anos, no momento em que as autoridades gregas se veem a braços com um elevado número de pedidos de asilo que têm de tratar para decidir quem fica e quem vê chegar o fim do sonho europeu.