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Bruxelas: Quebra-cabeças dos atentados terroristas começa a clarificar-se

As autoridades belgas prosseguem as investigações, mas muitas das dúvidas relacionadas com os atentados terroristas em Bruxelas começam

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Bruxelas: Quebra-cabeças dos atentados terroristas começa a clarificar-se

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As autoridades belgas prosseguem as investigações, mas muitas das dúvidas relacionadas com os atentados terroristas em Bruxelas começam, gradualmente, a obter resposta.

Mohamed Abrini, o chamado “homem do chapéu”, que era procurado, acabou por ser capturado na sexta-feira passada. Ao que tudo indica terá ajudado os investigadores ao revelar que os atacantes de 22 de março planeavam voltar a atingir Paris. Acabariam, no entanto, por mudar de rumo ao serem surpreendidos pela investigação belga e pela detenção de Salah Abdeslam.

“Existindo intenção de atacar, o local do atentado é secundário para os terroristas, mesmo dentro deste país: se garantirmos segurança máxima em um lugar, outro local tornar-se-à mais vulnerável para um ataque”, disse, em entrevista à estação de televisão VRT, o ministro belga da Justiça, Koen Geens.

O perito em terrorismo Thomas Renard acredita que a rede de radicais está longe de ser extinta, pelo menos a avaliar por palavras de Abdelhamid Abaaoud, que foi considerado pelas secretas francesas o cérebro dos atentados em Paris: “Antes de morrer, Abdelhamid Abaaoud falou em 90 pessoas que treinou e enviou especificamente para a Bélgica e França para preparar atentados. Atualmente existem 40 a 50 pessoas mortas, detidas ou sob vigilância. Existe um número significativo de pessoas que circulam livremente.”

Na capital belga, continua a tentar-se regressar à normalidade depois da tragédia de 22 de março. Apesar da rede de metro já estar, em parte, restabelecida, engarrafamentos a perder de vista levam muitas pessoas a tentar chegar ao aeroporto de Zaventem a pé.