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Novo ministro da Cultura de Portugal mantém pasta da Comunicação Social

Luis Filipe Castro Mendes foi anunciado domingo pela Presidência da República como sucessor de João Soares, que se demitiu quinta-feira. A tomada de posse do novo ministro e do novo secetário de Estado da Comunicação Social acontece quinta-feira.

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Novo ministro da Cultura de Portugal mantém pasta da Comunicação Social

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O novo ministro da Cultura vai manter a pasta da Comunicação Social, garantiu à agência Lusa fonte oficial do Governo. Com esta decisão do primeiro-ministro António Costa, de manter sem alterações a orgânica do atual executivo, Luís Filipe Castro Mendes substitui João Soares em todas as pastas do referido ministério.


O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, descreveu o novo ministro da Cultura como “um grande poeta, um grande ensaísta e uma grande figura da Cultura portuguesa, além de ser um magnífico embaixador”. A página oficial do Presidente da República anunciou este domingo o embaixador Luís Filipe Castro Mendes, atual representante de Portugal junto do Conselho da Europa em Estrasburgo, como novo ministro da Cultura.

No final das comemorações dos 140 anos da Caixa Geral de Depósitos, que decorreram no balcão daquele banco em Belém, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a nomeação do novo ministro da Cultura, tendo afirmado conhecer “muito bem a personalidade” daquele que foi seu contemporâneo na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

O novo ministro da Cultura substitui na pasta João Soares que apresentou, na sexta-feira, ao primeiro-ministro, António Costa, a demissão das suas funções no Governo, invocando razões de solidariedade com o executivo.


O pedido de demissão de João Soares, aceite pelo primeiro-ministro, foi feito na sequência de ameaças de agressão física aos comentadores Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente, do jornal Público, e constitui a primeira “baixa” do XXI Governo Constitucional, menos de cinco meses após a tomada de posse.

A demissão foi apresentada depois de o primeiro-ministro, na noite de quinta-feira, em declarações aos canais de televisão, ter pedido desculpa aos colunistas do Público, nomeadamente Augusto M. Seabra, por quem confessou “particular estima”, e Vasco Pulido Valente, por quem declarou “consideração”.


Poeta ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950, em Idanha-a-Nova, distinguindo-se por uma vasta obra escrita e uma carreira diplomática em postos como Luanda, Paris ou Nova Deli. Licenciado em 1974 em Direito pela Universidade de Lisboa, o novo ministro da Cultura ingressou a partir de 1975 na carreira diplomática, tendo passado sucessivamente por Luanda, Madrid, Paris, Rio de Janeiro, Budapeste e Nova Deli.

Foi assessor de Melo Antunes no Ministério dos Negócios Estrangeiros e, mais tarde, do presidente Ramalho Eanes em 1983. Em 2010, substituiu Manuel Maria Carrilho na UNESCO e em 2012 assumiu funções no Conselho da Europa. Desde muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil.

A obra de Luís Filipe de Castro Mendes carateriza-se por cultivar as formas clássicas e a musicalidade dos versos, e enquadra-se numa estética pós-modernista. Revela ainda um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo o levam a uma das suas obras mais expressivas “O Jogo de Fazer Versos” (1994).

No seu livro de esteia “Recados” (1983), problematiza quer a relação entre o sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia entre a palavra e o silêncio quer a relação entre o eu e o outro, numa última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a destinatários identificados pelo nome próprio.

É autor de “Correspondência Secreta” (1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas, poemas) atribuídos a figuras literárias, como Marquesa de Alorna, Filinto Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o classicismo e o pré-romantismo.

A obra de Luís Filipe Castro Mendes tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar as experiências de escrita. “Areias Escuras” (1984), “Seis Elegias e Outros Poemas” (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, “A Ilha dos Mortos” (1991) e “Outras Canções” (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor.

De acordo com a Presidência da República, Luís Filipe Castro Mendes toma posse como ministro da Cultura na próxima quinta-feira, dia 14. Poeta ficcionista português, o novo ministro nasceu em 1950 e licenciou-se em 1974 em Direito pela Universidade de Lisboa, desenvolvendo a partir de 1975 uma carreira diplomática sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris.

Miguel Honrado é o novo secretário de Estado da Comunicação Social

O novo secretário de Estado da Cultura vai ser Miguel Honrado, atual presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, informa outra nota divulgada no “site” da Presidência da República. A proposta de nomeação de Miguel Honrado foi aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o novo secretário de Estado tomará posse na quinta-feira, juntamente com o novo ministro da Cultura, o embaixador Luís Filipe Castro Mendes. Miguel Honrado sucede a Isabel Botelho Leal.


Miguel Honrado, licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e com uma pós-graduação em Curadoria e Organização de Exposições pela ESBAL/Fundação Calouste Gulbenkian, trabalha desde 1989 na área da produção e gestão cultural. Interveio em projetos culturais como o Festival Europália e nas programações culturais da Exposição Universal de Sevilha 92, da Exposição Mundial de Lisboa 98 e de Lisboa Capital Europeia 94.

Integrou e depois coordenou a equipa do Departamento de Dança do Instituto Português das Artes do Espetáculo (IPAE) entre 1999 e 2002; foi, entre 2003 e 2006, diretor artístico do Teatro Viriato, em Viseu; em 2007, tornou-se presidente da EGEAC, a empresa que gere os equipamentos culturais de Lisboa; e ocupava, desde 01 de janeiro de 2015, o cargo de presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II.

É, desde 2003, professor convidado da Universidade Lusófona, responsável pelo seminário de Políticas Culturais, integrado no Mestrado em Gestão Cultural, e foi, entre 2006 e 2012, professor assistente da Escola Superior de Teatro e Cinema. Entre 2005 e 2007, presidiu à IRIS – Associação Sul Europeia para a Criação Contemporânea e é, desde 2012, membro do Conselho Consultivo do Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência — Descobrir.