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"Panama Papers": Cameron responde a acusações com novas medidas contra evasão fiscal

O primeiro-ministro britânico defendeu-se, esta tarde, no parlamento, do que considerou serem “acusações falsas” sobre os seus investimentos em

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"Panama Papers": Cameron responde a acusações com novas medidas contra evasão fiscal

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O primeiro-ministro britânico defendeu-se, esta tarde, no parlamento, do que considerou serem “acusações falsas” sobre os seus investimentos em sociedades offshore.

David Cameron afirmou ter pago os impostos relativamente à venda das suas ações num fundo de investimento detido pelo pai.

O chefe de governo garantiu igualmente que a transferência de 246 mil euros que recebeu da mãe, respeitou as regras do imposto de sucessão.

“Este investimento foi feito no estrangeiro basicamente para poder ser negociado em dólares, como acontece com outros fundos de investimento comerciais, e por isso faz sentido que tenha sido depositado num dos principais centros de transações em dólares (…) eu vendi as minhas ações em Janeiro de 2010 pois não queria que levantassem questões sobre um possível conflito de interesses”, sublinhou Cameron.

Declarações que não convenceram a oposição trabalhista, liderada por Jeremy Corbyn. Num discurso inflamado, Corbin classificou Cameron como, “um mestre na arte da distração”, acusando o primeiro-ministro de não ter respeitado as regras do parlamento ao não ter declarado que tinha contas offshore.

“É um escândalo que os territórios britânicos tenham registado quase metade de todas as sociedades fantasma da companhia Mossack Fonseca. A verdade é que o Reino Unido está no centro da ‘indústria’ da fuga ao fisco”, denunciou Corbyn.

Face aos protestos para que se demita, David Cameron, apresentou propostas para reforçar a luta contra a fuga ao fisco.

A criação de uma comissão de inquérito aos “ficheiros do Panamá” e a criação de um novo crime de incitamento à fuga ao fisco, são duas das medidas com que David Cameron tenta pôr fim à crise de confiança suscitada pelos “Panama Papers”.

Cameron tinha divulgado no domingo a sua declaração de rendimentos, desde 2006, num exercício inédito para um primeiro-ministro britânico.

George Osborne, o responsável das Finanças apresentou hoje a sua declaração, seguido do líder da oposição Jeremy Corbyn.

O líder dos trabalhistas teria pago uma multa de 100 libras por apresentar a sua declaração fora de prazo. Um detalhe utilizado por Cameron na sua defesa, que não parece, no entanto, apagar as dúvidas sobre um sistema, segundo Corbyn, “onde as regras para os mega-ricos parecem ser diferentes daquelas impostas ao cidadão comum”.