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Refugiados: Balas de borracha macedónias terão atingido crianças em Idomeni

A calma regressou esta segunda-feira de manhã a Idomeni, na Grécia, junto à fronteira com a Macedónia, mas no domingo esta foi uma zona de aparente

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Refugiados: Balas de borracha macedónias terão atingido crianças em Idomeni

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A calma regressou esta segunda-feira de manhã a Idomeni, na Grécia, junto à fronteira com a Macedónia, mas no domingo esta foi uma zona de aparente guerrilha. Uma tentativa dos milhares de migrantes aqui bloqueados de forçar a passagem da fronteira e prosseguir caminho para o centro da Europa foi reprimida pelas autoridades macedónias com recurso a gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Quase 300 migrantes terão ficado feridos, pelo menos 10 terão necessitado de cuidados médicos e, entre os feridos, haverá crianças, revelou Connor Kenny, dos médicos sem fronteiras, através das redes sociais: “As principais preocupações prendem-se com fraturas e ferimentos por balas de borracha. Três crianças com menos de dez anos foram atingidas na cabeça.”

Giorgos Kyritsis, o porta-voz do serviço grego de coordenação da crise migratória reportou igualmente esta segunda-feira o uso de balas de borracha durante os momentos de tensão vividos de véspera em Idomeni e o Ministério grego dos Assuntos Estrangeiros revelou ter efetuado denúncias de protesto contra a atuação do país vizinho.

As autoridades macedónias negam, contudo, ter recorrido a balas de borracha contra a tentativa de assalto à fronteira.

Um grupo de migrantes, incluindo alguns sírios, tenta controlar a situação: “Vamos tentar apelar à calma e a terem paciência, mas o problema é que nós não conseguimos controlar 10 mil pessoas.”

Perante o massivo fluxo de migrantes a cruzar o país oriundo da Grécia e perante bloqueios de outros países mais a norte, a Macedónia decidiu fechar a fronteira no final de fevereiro. Estima-se que estejam bloqueadas em Idomeni cerca de onze mil pessoas, entre migrantes e refugiados de direito. Esta foi a terceira tentativa de furar o bloqueio na fronteira da Grécia com a Macedónia. Não terá sido a última.