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O paradoxo sírio: Eleições, combates e negociações de paz


Síria

O paradoxo sírio: Eleições, combates e negociações de paz

É a segunda vez nos últimos quatro anos que, em plena guerra, os sírios são chamados a votar. Um ato eleitoral considerado ilegítimo, quer pela oposição no país quer pela comunidade internacional ocidental e que acontece num momento crucial para o futuro da Síria.

A segunda ronda de negociações de paz começa esta quarta-feira, em Genebra, no meio de uma trégua cada vez mais frágil.

A tensão crescente no terreno faz pensar que as tropas do regime, os jihadistas e os rebeldes, se preparam para uma batalha decisiva, na província setentrional de Alepo.

Para o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahmane, é esta província do norte da Síria que detém “a chave da guerra ou da paz”. Abdel Rahmane denuncia um recrudescimento das operações militares, relativamente ao mês passado, no território.

A preocupação face a uma nova vaga de combates é partilhada tanto por Washington como por Teerão, principal aliada do regime de Damasco. Esta terça-feira, na capital iraniana, o mediador da ONU na Síria, Staffan de Mistura, manifestou mesmo o receio de que esta escalada ameace o retomar das negociações.

O encontro que começa esta quarta-feira em Genebra é suposto criar as bases para a transição política
De Mistura, considera-o “crucialmente urgente”.

Mas com o retomar dos combates, como negociar uma transição política, uma forma de governo e novos princípios constitucionais?

De resto, os assuntos que bloqueiam são sempre os mesmos: o futuro de Bashar al Assad e a criação de uma autoridade política de transição.

De um lado, o Alto Comité para as Negociações, que representa a oposição síria, a pedir uma entidade de transição com plenos poderes, incluindo o poder presidencial e, do outro, a delegação do regime, apoiada pela Rússia, a exigir um governo de união nacional para preparar uma nova constituição.

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