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Papa viaja a Lesbos para visitar refugiados ameaçados de deportação

O Papa aterra este sábado em Lesbos, a ilha grega que atualmente acolhe o maior número de refugiados na Europa – mais de 4.100 pessoas (para uma

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Papa viaja a Lesbos para visitar refugiados ameaçados de deportação

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O Papa aterra este sábado em Lesbos, a ilha grega que atualmente acolhe o maior número de refugiados na Europa – mais de 4.100 pessoas (para uma capacidade de 3.500).

Uma viagem religiosa e humanitária, segundo o Vaticano, que descarta qualquer conotação política em plena polémica sobre a deportação de milhares para a Turquia.

Acompanhado do patriarca ortodoxo grego, Bartolomeu I, que chegou esta sexta-feira à ilha, o Papa vai visitar um campo de refugiados e realizar uma missa em memória das vítimas da travessia para a Europa.

‘‘A visita do Papa vai permitir enviar uma mensagem de compaixão ao mundo. As fronteiras têm que ser abertas pois o problema dos refugiados é uma questão muito importante”, afirma uma habitante de Lesbos.

O sumo pontífice vai visitar o polémico e sobrelotado campo de refugiados de Moria, que acolhe atualmente 2.900 refugiados (para uma capacidade de apenas 2 mil lugares).

“Nós sofremos muito aqui, têm que nos libertar. Não é possível ter uma vida decente nestas condições. Não temos nem comida nem água suficientes e somos infelizes”, afirma um migrante africano.

No interior do campo, apontado como uma prisão a céu aberto, cerca de 2 mil refugiados aguardam a deportação para a Turquia.

Um homem de nacionalidade síria tentou suicidar-se esta sexta-feira, depois de ter sido informado que seria em breve extraditado para território turco.