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Brasil: Apoiantes de Dilma Rouseff prometem lutar contra destituição

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, pediu aos militantes e apoiantes da presidente do Brasil para continuar a manifestar-se contra

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Brasil: Apoiantes de Dilma Rouseff prometem lutar contra destituição

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O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, pediu aos militantes e apoiantes da presidente do Brasil para continuar a manifestar-se contra o processo de destituição agora entregue ao Senado. O apelo parece ter sido ouvido e, na ressaca da aprovação na Câmara de Deputados de apreciação pelo Senado do processo de “impeachment” a Dilma Rousseff.

“Esse congresso fascista quer dar um golpe na democracia do Brasil. Mas eles (os senadores) não passarão (o processo de destituição). Nós vamos resistir e vamos lutar sempre pela democracia. Estaremos firmes na rua, na luta, em todos os cantos deste país”, prometeu Maria de Jesus Lima, uma apoiante de Dilma.

Mais fervoroso, Sandro Ergueira garante que “ninguém se rende”: “Não nos renderemos. A batalha continuará em todas as instâncias, da forma que for necessária e o Brasil continuará mudando e avançando com todos nós.”

A votação dos deputados foi seguida nas ruas através de ecrãs gigantes como se de uma final do Mundial de futebol se tratasse. Vestidos a rigor com o vermelho do Partido dos Trabalhadores (PT), os apoiantes de Dilma insurgiram-se também contra o presidente “centrista” da Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha liderou a 2 de dezembro do ano passado a abertura do processo de “impeachment” contra Dilma Rousseff, é militante do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e também réu no Supremo Tribunal Federal (STF) sob acusação de envolvimento no processo “Lava Jato.”

A apreciação da destituição de Dilma foi aprovada domingo na Câmara dos Deputados com 367 votos a favor, 137 contra e sete abstenções. O pedido dos deputados é entregue esta segunda-feira no Senado e, na terça, será lido durante o plenário e uma comissão especial composta por 21 senadores, um deles presidente, será criada.

Na quarta-feira, o processo deverá começar a ser analisado pela comissão especial e um parecer tem de ser emitido num espaço de 10 dias. A aprovação do processo por maioria simples origina um julgamento pelo STF em plenário do Senado, presidido pelo presidente do Supremo, mas em que serão juízes os 81 senadores.

A Presidente é suspensa por 180 dias, o vice-presidente Michel Temer é promovido interinamente até conclusão do julgamento. Uma votação final de dois terços (54) impõe a Dilma a renúncia da presidência e a proibição de exercer cargos públicos durante 8 anos.