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Encontros Internacionais de Teatro de Madách em Budapeste sob o signo das migrações

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Encontros Internacionais de Teatro de Madách em Budapeste sob o signo das migrações

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Ao longo de duas semanas, Budapeste vive ao ritmo das artes cénicas, com a terceira edição dos Encontros Internacionais de Teatro de Madách. Em

Ao longo de duas semanas, Budapeste vive ao ritmo das artes cénicas, com a terceira edição dos Encontros Internacionais de Teatro de Madách.

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Há cada vez mais espetáculos que recorrem ao coro, a forma mais antiga de teatro. É uma boa solução para representar uma massa de pessoas, no teatro, num momento em que vivemos a crise das migrações. A pessoa individual torna-se mais modesta. Muitas pessoas apercebem-se que a comunidade e a sociedade são mais importantes.

Em entrevista à euronews, a organizadora do evento sublinhou que o coro, enquanto coletivo, voltou a surgir, em força, no teatro contemporâneo.

“Há cada vez mais espetáculos que recorrem ao coro, a forma mais antiga de teatro. É uma boa solução para representar uma massa de pessoas no teatro num momento em que vivemos a crise das migrações. A pessoa individual torna-se mais modesta. Muitas pessoas apercebem-se que a comunidade e a sociedade são mais importantes. Os dramas clássicos refletem bem esse fenómeno”, sublinhou Zsófia Rideg.

A companhia grega Polyplanity apresentou uma encenação da “Ilíada”, o poema épico de Homero que se desenrola durante o último ano da guerra de Tróia.

“Encenámos a ‘Ilíada’ antes da crise das migrações e dos refugiados. A peça mostra-nos que Homero tinha antecipado esse fenómeno porque ele também lidou muito com a guerra e com a destruição. Na peça, as personagens destroem-se uma às outras. No final, resta a compreensão e a reconciliação entre gerações e, acima de tudo, a reconciliação connosco próprios”, disse Stathis Livathinos, diretor do Teatro Nacional Grego.

Em coprodução com o teatro Nacional da Catalunha, a companhia espanhola Teatro de La Abadía apresentou a peça ‘El público’ de Federico García Lorca.

“O amor de que ele fala nesta peça é um amor impossível e um amor estranho que sai da normalidade. A peça de García Lorca põe em cima da mesa o tema da homossexualidade, a sua própria homossexualidade. Pode parecer uma coisa antiquada mas é importante recordar que nalguns países do mundo ainda há pena de morte. A suposta igualdade é uma falsa igualdade porque há muitos países do mundo onde as pessoas homossexuais não se podem casar”, afirmou Alex Rigola, diretor do Teatro La Abadía.

Até 24 de abril, sobem aos palcos de Budapeste peças de 13 países, nomeadamente da Polónia, da Roménia, da Geórgia e da Coreia.