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Sismo no Equador: O resgate de um homem e um cão entre mais de 410 mortos

O resgate de um homem dos escombros de um hotel e de um pequeno cão branco fizeram aumentar, segunmda-feira, a esperança de se encontrarem mais

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Sismo no Equador: O resgate de um homem e um cão entre mais de 410 mortos

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O resgate de um homem dos escombros de um hotel e de um pequeno cão branco fizeram aumentar, segunmda-feira, a esperança de se encontrarem mais sobreviventes do trágico sismo de magnitude 7.8 que abalou sábado a costa norte do Equador. São duas histórias de final feliz entre as mais de 410 mortes já registadas nesta tragédia.

Pablo Cañizares, de 35 anos, é o administrador do hotel El Gato, na cidade de Portoviejo. Foi surpreendido no sábado pelo abalo, não conseguiu escapar à derrocada do hotel e acabou soterrado. Resistiu às dificuldades, terá conseguido utilizar um telefone para ligar a um familiar e contiu onde estava.

Antes de Pablo Cañizares ser resgatado, contudo, as equipas de socorro que o procuraram terão encontrado pelo menos 7 cadávares.

A mesma sorte de Pablo Cañizares teve um cachorro resgatado . As equipas de busca e salvamento presentiram sinais de vida numa zona de escombros e, quando chegaram até à origem dos sinais, descobriram um pequeno cão branco, assustado, mas bem de saúde.

A história deste “patudo” vem juntar-se à de um outro, de pelo negro, contada pelo jornal La Republica (imagem em baixo), que terá escapado ao desabar de edifícios, mas que se recusava a sair de perto das ruínas do que antes tinha sido a casa dos seus donos.

Casos como os destes cães deram origem a vários apelos de organizações de defesa animal para que seja doada também comida para cães e gatos afetados pelo terramoto equatoriano. Os cães tem sido, aliás, uma das grandes estrelas nas operações de busca ao ajudarem as equipas de socorro a resgatar muitos sobreviventes.

Esta catástrofe acontece numa altura em que o Equador atravessa uma grave crise económica provocada pela baixa do preço do petróleo, principal produto de exportação no país. A ajuda internacional tem-se vindo a acentuar.

O balanço oficial de vitimas do sismo de sábado foi colocado esta terça-ferira pelo Ministério da Segurança nos 413 mortos e mais de 2100 feridos. O abalo foi já seguido por mais de 300 réplicas, mas de baixa magnitude.

Apesar de terem sido no mesmo dia, os especialistas já descartaram qualquer relação entre o sismo do Equador e que abalou também no sábado o sudoeste do Japão. “Os sismos de grande magnitude que ocorreram em diferentes países são uma coincidência, mas são independentes. Os dois países estão a mais de 15.000 quilómetros e as ondas sísmicas perdem força ao afastar-se da sua fonte”, explicou Benjamín Bernard, do Instituto Geofísico da Escola Politécnica do Equador.

Apesar de ambos os países se situarem no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, o sismo do Equador aconteceu devido à movimentação da chamada placa do Pacífico e o do Japão à da placa euroasiática.