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Sismo no Japão: Mais de 600 réplicas registadas e 45 mortos já confirmados

Mais de 600 réplicas dos fortes terramotos de quinta-feira e sábado já se tinham feito sentir às primeiras horas da manhã desta terça-feira, em

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Sismo no Japão: Mais de 600 réplicas registadas e 45 mortos já confirmados

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Mais de 600 réplicas dos fortes terramotos de quinta-feira e sábado já se tinham feito sentir às primeiras horas da manhã desta terça-feira, em Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão. A região está a ser acompanhada com particular atenção pela Agência Meteorológica Japonesa desde que na quinta-feira (21h26, hora local) foi sentido ali um sismo de magnitude 6.4, cujas consequências foram agravadas às primeiras horas de sábado (01h25, hora local) por outro de 7.1.

Pelo menos 45 pessoas morreram, depois de mais um cadáver ter sido encontrado esta terça-feira de manhã em Minamiaso, uma das localidades mais atingidas e onde se registaram vários deslizamentos de terras.

As equipas de socorro mantêm as operações de busca por sobreviventes.

Apesar das réplicas, esta terça-feira foram retomados os voos comerciais no aeroporto de Kumamoto, cujo terminal foi afetado pelos sismos e, por isso, estava fechado desde sábado. Os primeiros familiares de vitimas já começaram a chegar. Um homem na casa dos 60 anos contou que a mulher vive em Kumamoto e que estava a chegar com “um monte de coisas” para os ajudar “a recolocar a vida de pé.”

Uma jovem revelou ter ficado muito ansiosa por conseguir viajar: “Consegui, finalmente, arranjar um voo para Kumamoto às primeiras horas desta manhã. Já cheguei, já estou um pouco mais aliviada.”

O aeroporto de Kumamoto fica noutra das cidades mais atingidas pelos sismos, Mashiki. Cerca de 18 voos estavam agendados para este primeiro dia de abertura após o sismo de sábado. Há registo de alguns problemas nas partidas devido à dificuldade na gestão do transporte de bagagens pelos serviços de terra do terminal aéreo.

O medo de uma nova forte réplica dos sismos do final da semana passada está a levar muitos habitantes da região a preferir dormir nos carros do que entre as quatro paredes de casa ou dos abrigos preparados para receber os deslocados. Estima-se que mais de 100 mil pessoas tenham sido obrigadas a deslocar-se de suas casas devido aos terramotos na ilha de Kyushu.