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Áustria: coligação sob pressão após vitória da extrema-direita na primeira volta das presidenciais

A vitória surpreendente da extrema-direita na primeira volta das presidenciais austríacas traduz-se numa forte pressão sobre a grande coligação no

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Áustria: coligação sob pressão após vitória da extrema-direita na primeira volta das presidenciais

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A vitória surpreendente da extrema-direita na primeira volta das presidenciais austríacas traduz-se numa forte pressão sobre a grande coligação no poder. Mas o chanceler social-democrata Werner Faymann e o vice-chanceler conservador Reinhold Mitterlehner exclúem, de momento, qualquer remodelação no executivo.

A esperança dos partidos tradicionais, que viram ambos os candidatos eliminados no escrutínio de domingo é agora o independente Alexander Van der Bellen, ex-líder dos Verdes, que conquistou a segunda posição na primeira volta, com 20,4 por cento dos votos. Mas, para já, nem os social-democratas do SPÖ, nem os conservadores do ÖVP recomendaram o voto em Van der Bellen na segunda volta, agendada para 22 de maio.

Grande favorito agora para o próximo escrutínio, o candidato do FPÖ, Norbert Hofer, conseguiu um feito histórico: os 36,4 por cento dos votos arrecadados representam o melhor resultado da extrema-direita austríaca numa eleição nacional desde a Segunda Guerra Mundial.

Razão suficiente para que se multiplicassem rapidamente, nomeadamente nas redes sociais, as felicitações vindas das formações da extrema-direita de toda a Europa, desde a Frente Nacional de Marine e Marion de Pen, em França, ao Partido para a Liberdade de Geert Wilders, na Holanda.

O dirigente da Liga do Norte, em Itália, Matteo Salvini, felicitou o “triunfo” de Hofer, classificado como um “prelúdio para a mudança positiva na Europa” pela líder do partido eurocético e anti-imigração Alternativa para a Alemanha, Frauke Petry.