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Facebook triplica lucros: um dólar e 50 minutos por "amigo"

O “gosto” rendeu mais de 5,3 mil milhões de dólares ao fundador da maior rede social do mundo nos últimos três meses. O Facebook apresentou ontem os

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Facebook triplica lucros: um dólar e 50 minutos por "amigo"

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O “gosto” rendeu mais de 5,3 mil milhões de dólares ao fundador da maior rede social do mundo nos últimos três meses.

O Facebook apresentou ontem os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2016, marcados por uma subida de 52%, comparados com os números do mesmo período no ano passado (3,54 mil milhões).

Uma proeza explicada pelo aumento para o dobro dos rendimentos provenientes da publicidade – 5,2 mil milhões – 80% dos quais gerados através de ligações móveis, mais 7% do que no ano passado.

A publicidade na rede social, e em especial aquela associada aos vídeos visualizados pelos utilizadores, continua a ser a principal fonte de rendimento do FB.

O número de utilizadores que visita todos os dias a rede social, passando pelo menos 50 minutos diários entre “posts”, aumentou igualmente, de 65% para 66%.

Em termos de benefício, Mark Zuckerberg, pode orgulhar-se de ter superado as expetativas dos mercados – ao contrário dos concorrentes Google, Apple, Yahoo ou Twitter – ao ter triplicado os benefícios para 1,65 mil mihões de dólares.

O resultado reflete a boa saúde da empresa – que adquiriu aplicações como Instagram e Whatsapp – e que continua também a amealhar amigos, mais 15% num ano, contabilizando atualmente 1,65 mil milhões de utilizadores – um amigo por cada dólar de lucro.

Zuckerberg para os amigos

O anúncio dos resultados fez com que as ações da companhia aumentassem 9% na bolsa de Wall Street para um valor de 119 dólares por ação. À abertura da bolsa, esta manhã, a ação já tinha subido 11% para 121,04 dólares.

Mark Zuckerberg tinha apresentado no início do mês um plano de investimento para a próxima década, baseado em três objetivos: desenvolver a acessibilidade da rede social em todo o mundo, investir na Inteligência Artificial e na Realidade Virtual.

Para manter os objetivos e garantir a posição maioritária de Zuckerberg (reduzida de 67,2% para 60,1% nos últimos dois anos) a empresa deverá emitir um novo tipo de ações, de classe C, sem direito de voto.

Para lá das ações de classe A (um um voto por ação), a companhia tinha emitido ações de classe B (10 votos por ação), controladas atualmente a 85% por Zuckerberg.

Uma forma de poder continuar a controlar os destinos da empresa, quando prometeu doar 99% das suas ações para financiar iniciativas nas áreas da saúde, educação e ambiente.

Entre 1,65 mil milhões de amizades, Zuckerberg quer continuar a ser o maior amigo do mundo, em todos os sentidos.