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Síria: A paz traduzida em russo para Aleppo

Depois de mais de meio ano de ataques aéreos russos que voltaram os ventos da guerra a favor de Bashar al-Assad, na base aérea russa de Hmeymim, na

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Síria: A paz traduzida em russo para Aleppo

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Depois de mais de meio ano de ataques aéreos russos que voltaram os ventos da guerra a favor de Bashar al-Assad, na base aérea russa de Hmeymim, na província síria de Latakia, fala-se agora de paz.

Os Estados Unidos e a Rússia concordaram em estender um cessar-fogo à província de Aleppo e segundo o porta-voz do ministério da Defesa russo, o objectivo final é garantir a paz na região:

“É necessário conseguir um período de estabilização que permita retomar de alguma forma o processo de reconciliação. Este objectivo está atualmente ameaçado pela Frente Al-Nusra, um grupo terrorista muito ativo nesta região”, disse à euronews Igor Konashenkov.

O chamado “Centro de Reconciliação” está em contato com os Estados Unidos e recolhe dados sobre as violações do cessar-fogo – agora menos frequentes que no início, de acordo com o responsável do centro, Sergey Kurolenko.

Apesar dos esforços diplomáticos, a recente tentativa de instaurar cessar-fogo em Aleppo fracassou imediatamente, com novos episódios de violência na cidade. O regime de Assad culpa a Frente al-Nusra, que mantém sob controlo partes da província.

“Em Aleppo, a situação está muito conturbada por causa da Frente al-Nusra, que não quer a paz nem a segurança no país”, disse o general Hussam Maalla, do exército governamental. O militar apontou o dedo a Ankara: “A Turquia não quer a paz na Síria. A Turquia apoia a Frente al-Nusra e organizações terroristas como o Daesh. Fornece-lhes armas e abre-lhes as suas fronteiras. A Arábia Saudita também não quer a paz na Síria. Nós, o exército sírio queremos a paz na Síria e o povo sírio quer o fim da guerra.”

O comando russo diz que o número de operações aéreas a partir da base é dez vezes inferior desde o início do cessar-fogo. Porém, o anúncio oficial da retirada das forças russas não foi até agora cumprido – os responsáveis militares dizem que apenas 30 aviões de guerra e helicópteros regressaram à Rússia e não revelam o número exato dos restantes.

Nos últimos 13 dias perderam a vida em Aleppo pelo menos 285 pessoas, em consequência dos combates violentos. As ruas da cidade estiveram mais calmas na quinta-feira, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos.