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Papa Francisco recebe Prémio Carlos Magno com críticas à Europa

O líder da igreja católica foi agraciado esta sexta-feira, 6 de maio, com o prémio Carlos Magno, uma das distinções mais importantes da Europa

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Papa Francisco recebe Prémio Carlos Magno com críticas à Europa

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O líder da igreja católica foi agraciado esta sexta-feira, 6 de maio, com o prémio Carlos Magno, uma das distinções mais importantes da Europa instituídas desde 1950 pela cidade alemã de Aachen. O Papa Francisco sucede na distinção ao atual Presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz.

O Sumo Pontífice foi eleito pela Comissão Executiva do Prémio Carlos Magno pela contribuição dada para a unidade europeia, expressa sobretudo no discurso que proferiu em 2014 perante os eurodeputados no Parlamento Europeu.

No discurso desta sexta-feira, de agradecimento do prémio recebido, o Papa Francisco destacou os princípios, os valores e o potencial da União Europeia. O líder da igreja católica criticou um certo egoísmo existente dentro das fronteiras externas da União Europeia e apelou à implementação na Europa de políticas mais centradas nas pessoas.

Argentino de nascimento, Jorge Bergoglio, hoje Papa Francisco, é o primeiro cidadão da América do Sul a ser agraciado com o Prémio Carlos Magno, recebido igualmente pelo Papa João Paulo II em 2004 e, dois anos, pelo ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton. Até à data ainda nenhum português foi distinguido com o Carlos Magno, prémio que reconhece o trabalho excecional de figuras públicas ou instituições no serviço da unidade europeia.

A condecoração toma o nome de Carlos Magno, primeiro imperador do Sacro Império Romano, coroado pelo Papa Leão III. Pelas suas conquistas, Carlos Magno estabeleceu a Europa Ocidental e a posição do continente na Idade Média, sendo visto como “pai da Europa”.

A distinção foi criada na cidade alemã de Aachen, “outrora centro do mundo Ocidental” e onde o mais ilustre soberano de sua época morreu. É conferida todos os anos pela Comissão Executiva formada por representantes da sociedade e da Igreja, presidido pelo presidente da Câmara, pelo decano da Catedral e pelo reitor da Universidade de Aachen.