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Arábia Saudita: Novo ministro mas mesma política petrolífera

A política petrolífera da Arábia Saudita não vai mudar, apesar da mudança de ministro. A garantia foi dada por Khaled al-Falih, o novo responsável da

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Arábia Saudita: Novo ministro mas mesma política petrolífera

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A política petrolífera da Arábia Saudita não vai mudar, apesar da mudança de ministro. A garantia foi dada por Khaled al-Falih, o novo responsável da pasta da Energia, Indústria e Recursos minerais.

Khaled al-Falih, 56 anos, antigo ministro da Saúde, é presidente da Aramco e defende o equilíbrio dos preços através do mercado. Sucede a Ali al-Naimi, 81 anos, ministro do Petróleo durante duas décadas.

O analista Graham Griffiths estima que “Khaled al-Falih faz parte do consenso criado por Ali al-Naimi em torno da atual política de produção da Arábia Saudita e que é, por isso, o homem da continuidade”.

Al-Falih terá a tarefa de acelerar as reformas e a reestruturação da economia. Uma estratégia revelada em meados de abril, pelo príncipe Mohammed, com o objetivo de reduzir a dependência da Arábia Saudita das receitas do petróleo.

O novo superministério terá o controlo de 53% do PIB saudita.

Graham Griffiths adianta: “Penso que a designação de Ministério da Energia, Indústria e Recursos Minerais dá uma ideia do tipo de portfólio que Kaleh al-Falih terá de coordenar, a política energética do país, quer em termos de eletricidade, de petróleo e outros setores”.

A venda de parte da Aramco é fundamental para a política de reformas. A Arábia Saudita vai vender 5% da maior petrolífera mundial nas bolsas de Hong Kong, Londres e Nova Iorque. A operação deverá ascender a 2,5 biliões de dólares.