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Festival Nuits Sonores 2016: Lyon ao ritmo da música eletrónica

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Festival Nuits Sonores 2016: Lyon ao ritmo da música eletrónica

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O duo austríaco “Ogris Debris” inaugurou o Festival de música eletrónica Nuits sonores, na cidade francesa de Lyon. Os dois músicos autodidatas

O duo austríaco “Ogris Debris” inaugurou o Festival de música eletrónica Nuits sonores, na cidade francesa de Lyon.

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Os DJ são um pouco como o vinho. Quanto mais velho melhor. Graças à experiência, podemos trabalhar com mais profundidade do que um DJ que está a começar a carreira.

Os dois músicos autodidatas admitem que conhece melhor o computador do que arte de tocar um instrumento.

“Aprendi um pouco de guitarra na escola, não fiz o conservatório mas consigo tocar um pouco de cada instrumento. Tenho uma formação multimédia e o meu instrumento principal é o computador. Uso a minha voz para imitar instrumentos”, contou Gregor Ladenhauf.

“Limito-me a tocar em botões.Trabalho num mundo puramente digital e não sei tocar instrumentos”, acrescentou Daniel Kohlmeigner.

O produtor e DJ alemão Michael Mayer foi outro dos destaques da programação.

“Os DJ são um pouco como o vinho. Quanto mais velho melhor. Graças à experiência podemos trabalhar com mais profundidade do que um DJ que está a iniciar a carreira”, sublinhou Mayer.

Todos os anos, o Festival de Música Eletrónica de Lyon dá destaque à música de uma cidade em particular. Este ano foi a vez da capital da Coreia do Sul, Seul.
O duo composto por Jiha Park e Jungmin Seo toca composições originais em instrumentos tradicionais.

Criado em 2011, o grupo Glen Check é um dos mais célebres da Coreia do Sul no mundo da música eletrónica. O primeiro álbum, “Haute Couture”, data de 2013.

“A nossa música baseia-se nas sonoridades house, disco, funk e eletrónica e é facil de dançar”, disse June-One Kim.

Os “The Monsters” são oriundos da Suíça e oferecem uma mistura de garage punk dos anos 60 e rock and roll. A banda começou em 1986.

“Aprendemos durante a revolução da juventude a perseguir os nossos objetivos. Essa foi a grande aprendizagem desse período. Cada um de nós progrediu do ponto de vista musical, passo a passo. Conseguimos também alcançar algo nas nossas vidas. Não queremos ficar sentados a ver televisão, queremos fazer coisas”, sublinhou Beat Man Zeller.

A programação do festival francês inclui ainda uma série de ateliês para que as crianças possam explorar o mundo da música.