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França inicia julgamento de dois autarcas implicados no genocídio do Ruanda

Começou, esta terça-feira, em Paris, França, o julgamento de dois antigos autarcas ruandeses acusados de alegada participação no genocídio, no

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França inicia julgamento de dois autarcas implicados no genocídio do Ruanda

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Começou, esta terça-feira, em Paris, França, o julgamento de dois antigos autarcas ruandeses acusados de alegada participação no genocídio, no Ruanda, em 1994.

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"Este julgamento é sobre uma parte da história, é sobre o genocídio e os crimes contra a Humanidade."

Octavian Ngenzi e Tito Barahira negam todas as acusações.

Este é o segundo julgamento que ocorre em França, relacionado com este genocídio.

Em outubro de 2015 o sacerdote Wenceslas Munyeshyaka, foi o primeiro ruandês a ser julgado, no país. Foi absolvido.

“É a segunda vez que é acionada a jurisdição universal, em França, em primeiro lugar. Em segundo, este julgamento é sobre uma parte da história, é sobre o genocídio e os crimes contra a Humanidade. Assim, por essas duas razões este julgamento é muito, muito importante”, afirma o advogado da acusação, Richard Gisara.

O julgamento dos dois antigos autarcas da cidade de Kabarondo, no leste do Ruanda, vai continuar por 8 semanas. Cerca de 90 testemunhas e seis especialistas serão ouvidos.

Octavian Ngenzi e Tito Barahira são acusados de terem ordenado ataques contra Tutsis, incluindo o massacre numa igreja da cidade, no dia 13 de abril de 1994, onde morreram centenas de pessoas.

No total, mais de 800.000 pessoas morreram, durante os massacres, segundo números das Nações Unidas.