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Zimbabué quer vender animais selvagens

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Zimbabué quer vender animais selvagens

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Vida selvagem a venda – o propósito é do governo do Zimbabué que diz pretender minimizar as consequências de uma terrível seca que o país enfrenta.

A intenção, contestada por organizações de conservação da natureza, é convidar os potenciais clientes a apresentarem propostas para a compra de animais.

As espécies ainda não foram indicadas.

Alguns operadores acham a medida adequada. “Não temos água suficiente para podermos tomar conta da vida selvagem. Também não temos pasto para os animais selvagens, por isso, naturalmente, existe excesso de animais em certas áreas ao ponto de sabermos que os vamos perder”, diz Emmanuel Fundira, operador de safaris.

O Diretor da Força Especial para a Conservação do Zimbabué, o português Johnny Rodrigues, não vê com bons olhos a intenção. “Se eles forem vendidos internamente neste país, não vejo muitas pessoas com dinheiro suficiente para pagar por estes animais. Mas se for para serem vendido ao estrangeiro, então é uma desculpa para os exportar e isso é um grande problema porque estes animais pertencem a África, é a herança das gerações futuras”, explica.

Para Rodrigues, a exportação será a hipótese mais provável porque a maioria das 640 reservas privadas existentes no Zimbabué é demasiado pequena devido à lei de redistribuição de terras.

A seca originada pelo fenómeno meteorológico ‘El Niño’ tem vindo a afetar significativamente o leste e sul de África.

2,8 milhões de pessoas – mais de um quarto da população rural – corre o risco de fome e a escassez de água e pastos faz temer uma situação semelhante à de 1992 quando morreram milhares de animais.

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