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Brasil: Senado afasta Dilma

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Brasil: Senado afasta Dilma

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Dilma Rousseff está afastada da presidência do Brasil e vai ser julgada pelo Senado. Mais de dois terços dos senadores brasileiros votaram pela abertura do processo de destituição da Presidente por alegada maquilhagem das contas do país.

Numa sessão maratona do senado que durou mais de 20 horas, 55 senadores apoiaram a abertura do processo que origina a suspensão da Presidente por um período máximo de seis meses, durante o qual é julgada.

22 senadoras votaram contra o chamado ‘impeachment’.

Dilma é acusada de ter decretado aumentos orçamentais sem aprovação do Congresso e de ter usado bancos estatais para pagar despesas públicas

Michel Temer, vice-presidente, vai assumir interinamente as funções de chefe de Estado e já está a formar o seu próprio executivo.

No julgamento e ao contrário do que era necessário na votação desta quinta-feira (que requeria apenas maioria simples), o Senado terá que ter dois terços dos votos, ou seja 54, para destituir Dilma.

Caso isso aconteça, Temer mantém-se no poder até 2018. Rousseff fica impedida de se candidatar à chefia de Estado durante oito anos.

Nas ruas está espelhada a divisão do país. Em São Paulo é um exemplo. Durante a noite, a polícia foi obrigada a intervir para evitar confrontos entre partidários de Dilma e opositores.

Não é a primeira vez que o Brasil assiste ao chamado “impeachment” presidencial, inédito é o facto de o processo ser levado até ao fim.

Em dezembro de 1992, Fernando Collor de Mello demitiu-se quando o seu julgamento no Senado estava prestes a começar. Dilma garante que não vai demitir-se antes da conclusão do processo.

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