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Liga Portuguesa, J34: Gaitán vale "tri" ao Benfica, Jesus deixa Sporting a ver navios

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Liga Portuguesa, J34: Gaitán vale "tri" ao Benfica, Jesus deixa Sporting a ver navios

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“Águias” goleiam Nacional e garantem título. “Leões” cumprem em Braga mas acabam de mãos vazias. FC Porto goleia no dérbi da Invicta. Postiga “dá” Liga Europa ao Rio Ave e “impõe” descida ao União da Madeira.

O Benfica entrou em campo algo receoso, a tentar perceber que tipo de adversário teria pela frente neste jogo decisivo. O Nacional pareceu surgir extrovertido e a querer explorar esse aparente encolhimento dos bicampeões. Nada mais do que ilusão.

Aos poucos as “águias”, lideradas pelo regressado e inspirado Nico Gaitán, conseguiram assentar mais a bola, circular o jogo, criar espaços e ganhar bolas paradas cada vez mais perto da baliza do Nacional.

Os insulares atacavam sem critério e sem objetividade. Os poucos espaços que conseguiram criar ou terminaram em cruzamentos sem nexo ou em remates sem direção. Pelo meio, um lance deixou dúvidas na área do Benfica, com Talisca a jogar a bola com a mão.

Aos 23 minutos, já com o Sporting a ganhar em Braga, os encarnados chegaram ao golo. Fofana corta um lance de Jonas, a bola sobra para a esquerda, onde aparece Gaitán a rematar cruzado e a defesa “alvi-negra” a revelar-se muita passiva na oposição. O Benfica voltava a ser líder e respirava-se de alívio nas bancadas da Luz.


O Nacional trocou Luís Auréio por Witi, mas daí não surgiu novidade. O Benfica controlava e mais tranquilo ficou aos 40 minutos. Gaitán desenha um passe longo, Jonas ganha à defesa insular e o guarda-redes volta a não revelar-se oposição. O Brasileiro fez o 2-0, o 32.° golo no campeonato, despiu a camisola nos festejos e viu o amarelo.


Manul Machado trocou Nuno Campos por Jota, mas foi o Benfica que se manteve por cima no arranque da segunda parte. Aos 65 minutos, 3-0. Jonas parece receber em fora de jogo, cruzou para Mitroglou cabecear à barra e Gaitán bisar na recarga.

A eventual reação do Nacional não passou disso mesmo. Os insulares nunca se assumiram como uma verdadeira oposição ao Benfica e o guarda-redes Ederson nem teve de se mostrar aos olheiros. Tudo muito tranquilo.

O público pediu a entrada de Paulo Lopes, o guarda-redes suplente, e Rui Vitória viria a aceder ao pedido. Antes entrou ainda Raúl Jimênez, um dos talismãs neste final de campeonato. Paulo Lopes entrou pars os últimos 10 minutos e foi o 31.° jogador utilizado pelo Benfica neste campeonato, conseguindo este ano o que Jesus não lhe permitiu há um ano.


Aos 84’ minutos, Pizzi marcou o golo mais bonito do jogo. Paulo Lopes foi chamado a fazer, aos 87, o aue Ederson não teve de fazer: uma defesa. Já nos descontos, foi mesmo batido, por Salvador Agra. O golo de honra não salva uma exibição muito passiva dos insulares.

Nas ruas, por todo o país e um pouco por todo o mundo, “explodiu” a festa dos adeptos do Benfica.


Ficha de jogo

Estádio da Luz, Lisboa (64.235 espetadores)
Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).

Benfica: Ederson (Paulo Lopes, 81’); Nélson Semedo, Lindelöf, Jardel (A) e Grimaldo; Fejsa (Samaris, 53’); Pizzi, Talisca (A) e Gaitân; Mitroglou (Jiménez, 73’) e Jonas (A).
Treinador: Rui Vitória.

Nacional: Gottardi; Nuno Campos (Jota, 46’), Rui Correia, Alan Henrique e Sequeira; Luís Aurélio (Witi, 28’) Fofana (A, Ricardo Gomes, 62’) e Washington; João Aurélio, Tiquinho Soares e Salvador Agra (A).
Treinador: Manuel Machado.

Golos: Gaitán (23’ e 65’), Jonas (39’) e Pizzi (84’).

Sporting goleia e cumpre

O Sporting entrou forte no Municipal de Braga, com João Mário no centro e Gelson à direita. Ao quarto de hora, Coates saiu lesionado e entrou Paulo Oliveira.

Téo Gutierrez abriu o marcador aos 21 minutos e colocava, naquele momento, o Sporting no primeiro lugar face ao empate na Luz. Pouco depois, Arghus derrubou à beira da área William Carvalho, que se isolava, e foi expulso.

Paulo Fonseca trocou Wilson Eduardo por André Pinto, mas isso não evitou o 0-2, por Slimani. O Braga nunca baixou os braços, mas o Sporting esteve muito organizado e determinado, embora pressentido da bancada o que se passava na Luz, onde o Benfica também já ganhava.

Na segunda parte, o Braga chegou a parecer por momentos ter os mesmos jogadores que o Sporting em campo e dividiu o jogo. O Sporting, porém, estava melhor e apenas baixou o ritmo, controlando a vantagem e espreitando o ataque.


Por duas vezes, os “leões voltariam ainda a marcar. Ambas por Bryan Ruiz. O costa-riquenho despediu-se em grande da época de estreia na Liga portuguesa, mas sem conseguir o prémio mais desejado.

Os “leões” acabariam por golear num campo difícil, onde haviam sido eliminados cinco meses da Taça, e terminam a època sem conquistar títulos. Fica a Supertaça ganha a abrir, possível graças à Taça de Portugal ganha três meses antes ainda com Marco Silva em Alvalade.


No final, Jorge Jesus pode queixar-se apenas de si próprio face o que o Sporting chegou a ter de vantagem e deixou escapar para o rival. O treinador não resistiu a reverter o que em tempos apregoou quando defendia outras cores.



Ficha de jogo

Municipal de Braga (4840 espetadores).
Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)..

Sp. Braga: Marafona; Goiano, Ricardo Ferreira, Arghus (V) e Djavan Ferreira; Josué, Alef (Luiz Carlos, 69’), Mauro e Rafa Silva (Pedro Santos, 54’); Wilson Eduardo e Ahmed Hassan.
Treinador: Paulo Fonseca..

Sporting: Rui Patrício; Schelotto, Coates (Paulo Oliveira, 17’), Rúben Semedo (A) e Bruno César; William Carvalho; Gelson (Esgaio, 64’), João Mário e Bryan Ruiz; Téo Gutierrez (A, Barcos, 72’) e Slimani.
Treinador: Jorge Jesus.

Golo: Téo Gutierrez (21’), Slimani (33’) e Bryan Ruiz (71’ e 80’).

FC Porto fecha a golear Boavista

Da primeira jornada (receção ao Guimarães) à última, o FC Porto mudou, além do treinador, mais de meia equipa. Quatro jogadores deixaram o clube desde então, quatro mantiveram-se no “11” para esta derradeira jornada, na qual José Peseiro apostou em quatro portugueses contra apenas 2 de Lopetegui no jogo de abertura. Os “dragões” saíram de cabeça erguida.

Já com a manutenção definida, o Boavista surgiu no Dragão sem Zé Manuel nos convocados. O argentino Imanol Iriberri foi o homem mais avançado dos axadrezados, num jogo inédito do principal campeonato português: apito inicial ainda antes do almoço, às 11h45.

Com pouco público nas bancadas, entrou melhor o FC Porto e, com alguma sorte, abriu o marcador aos 11 minutos. Após um canto, Danilo aproveitou um ressalto na área e à meia volta rematou certeiro.

Em novo pontapé de canto, o jovem Chidozie ainda desperdiçou o segundo e depois surgiu o Boavista no jogo. Sobre a meia hora, grande jogada pela direita, Renato Santos assiste com estilo e Mesquita dispara na passada para enorme defesa de Casillas.


A primeira parte chegou ao fim pouco depois de o mexicano Jesus Corona ter sido brindado com uma assobiadela após perda de bola. Para a segunda parte, Peseiro trocou Danilo e Corona por Rúben Neves e Brahimi.

Tal como na primeira metade, os “dragões” entraram melhores e, aos 54 minutos, marcaram. Assistência de André Silva e remate cruzado de Miguel Layún. Foi o quinto golo do mexicano no campeonato.

Sanchez trocou Renato Santos por Samu. O FC Porto continuou melhor e André Silva à espreita do primeiro golo pela equipa principal. Por duas vezes, o jovem avançado foi parado por Mika.

Evandro ocupou o lugar de André André nos anfitriões. Douglas Abner o de Idriss nos visitantes. À entrada para o último quarto de hora, André Silva voltou a perder novo duelo com Mika, com Brahimi, pouco depois, também a desafiar o guarda-redes axadrezado.

O Boavista trocou de avançado, mas foi o FC Porto que continuou a desperdiçar oportunidades. Até acertar aos 85 minutos, de penálti, por falta de Rúben Ribeiro sobre Maxi. O público pediu André Silva, Peseiro insitiu em Brahimi e o argelino assinou o 7.° golo no campeonato.

A grande festa aconteceria, porém, pouco depois. Lançado por Brahimi, André Silva rodeou Mika e atirou para o 4-0. Ao 13.° jogo, o jovem avançado de 20 anos estreou-se a marcar na I Liga e, com os golos já assinados pela equipa B, chegou aos 16 esta temporada de dragão ao peito.

O jogo terminou com o triunfo do FC Porto pelo mesmo resultado avultado de há 16 anos, então ainda no Estádio das antas e numa época em que o Boavista curiosamente foi campeão: 4-0. As “panteras” encerram a temporada como a equipa que mais golos sofreu dos “dragões”: 10 (9 no campeonato, 1 na Taça).

O FC Porto termina com menos 9 pontos do que na época passada. O Boavista com menos um ponto e também um lugar abaixo face a 2014/2015.

Ficha de jogo

Estádio do Dragão, Porto (26.122 espetadores).
Árbitro: Carlos Xistra (C. Branco)..

FC Porto: Casillas; Maxi Pereira, Chidozie, Marcano e Layún; Danilo (Rúben Neves, 45’); Corona (Brahimi, 45’), Herrera, André André (Evandro, 69’) Varela; André Silva.
Treinador: José Peseiro..

Boavista: Mika; Mesquita, Paulo Viniciús, Nuno Henrique e Anderson Correia (A); Tahar e Idriss (A, D. Abner, 70’); Renato Santos (Samu, 64’), Rúben Ribeiro (A) e Anderson Carvalho; Iriberri (Luisinho, 81’).
Treinador: Erwin Sanchez..

Golos: Danilo (11’), Layún (54’), Brahimi (85’ gp) e André Silva (88).

Rio Ave na Europa e Tondela em festa

Nas decisões ainda em aberto nesta última ronda, a festa fez-se no norte do país. As lágrimas correram na Madeira e à custa do Rio Ave. Os vila-condenses precisavam de ganhar e que o Paços de Ferreira não. O União não podia perder para não ficar à mercê do Tondela.

Os insulares até marcaram primeiro, por Amilton, ainda antes do intervalo. A abrir o segundo tempo ficaram reduzidos a 10 jogadores, por expulsão de Paulo Monteiro com segundo cartão amarelo. Aos 58 minutos, um enorme frango de Gudiño a remate de Bressan deu início ao pesadelo local.

Dez minutos volvidos, num contra-ataque conduzido por Heldon, Hélder Postiga surgiu sem marcação ao segundo poste e Gudiño voltou a não conseguir opor-se devidamente.

Face ao que se passava em Tondela (os da casa venciam a Académica, por 2-0), a reviravolta sentenciava o União da Madeira à descida. O Rio Ave beneficiava do nulo do Paços em Setúbal. Os resultados mantiveram-se, o champanhe foi aberto para uns e guardado por outros.

O Estoril ainda aspirava a um lugar europeu, visitou o “vizinho” Belenenses, mas à meia hora já perdia por 2-0. Ainda antes do intervalo, Léo Bonatini reduziu e falhou um penálti, após o Belenenses ter ficado sem menos um jogador, por expulsão de Filipe Ferreira. A segunda parte, contudo, só acrescentou cartões amarelos e substituições à ficha de jogo.

Já com as contas arrumadas também, o “novo europeu” Arouca recebeu o Guimarães. Os “conquistadores” chegaram ao intervalo a ganhar por dois golos. O Arouca reagiu na segunda parte e sobre os 90 conseguiu mesmo empatar.

Este domingo, o Moreirense recebeu e o Marítimo, por 2-1.

Jornada 34:

FC Porto — Boavista, 4-0
Arouca — V. Guimarães, 2-2
Tondela — Académica, 2-0
V. Setúbal — P. Ferreira, 0-0
Un. Madeira — Rio ave, 1-2
Belenenses — Estoril, 2-1
Moreirense — Marítimo, 2-1
Benfica — Nacional, 4-1
SC Braga — Sporting, 0_4

Melhores marcadores:

1.° Jonas (Brasil, Benfica): 32
2.° Slimani (Argélia, Sporting): 27
3.° Mitroglou (Grécia, Benfica): 20
4.° Léo Bonatini (Brasil, Estoril): 17
5.° Rafael Martins (Brasil, Moreirense): 16
6.° Bruno Moreira (Paços de Ferreira): 14
7.° Aboubakar (Camarões, FC Porto) e Nathan Jr. (Brasil, Tondela): 13


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