Última hora

Última hora

"Neruda", de Pablo Larraín, exibido na Quinzena dos Realizadores, no festival de Cannes 2016

Em leitura:

"Neruda", de Pablo Larraín, exibido na Quinzena dos Realizadores, no festival de Cannes 2016

"Neruda", de Pablo Larraín, exibido na Quinzena dos Realizadores, no festival de Cannes 2016
Tamanho do texto Aa Aa

O realizador chileno, Pablo Larraín, continua a perscrutar as memórias do seu país em “Neruda”.
O filme conta a história do Nobel Pablo Neruda, interpretado por Luis Gnecco, que fugiu do país nos anos 40, após se juntar ao Partido Comunista.

O narrador é um polícia que persegue Neruda. García Bernal dá vida ao personagem e o seu desempenho excetional já lhe valeu elogios de vários críticos do cinema.
“A personagem é fascinante. É, simplesmente, fantástica. Há tanto para se fazer com a personagem. Há tanto com que trabalhar. É uma personagem flexível e muito divertida de representar. Foram estes os principais pontos de partida. Depois, claro, a dimensão poética, a personagem Neruda, os políticos. Tudo o que envolve. Até onde podemos ir com este filme, com tudo o que podemos experimentar. Tornou-se uma grande aventura”, afirmou Bernal.

Em “Neruda”, Larraín foge ao modelo tradicional de biografia. O filme mistura factos históricos e ficção e culmina num humor agridoce.

“Não usamos o tipo de humor que vem das comédias, com deixas de arrancar risos. São circunstâncias. É um paradoxo que pode ser absurdo ao ponto de ter piada. Porque o humor é uma excelente forma de expressar opiniões que de outra forma soaria moralista”, referiu o realizador.

“Neruda” foi exibido na Quinzena dos Realizadores, no festival de Cannes 2016.
O filme estreia no Chile, dia 11 de agosto e deverá estar nas salas de cinema na Europa no final do ano.

Mais sobre cinema