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Região italiana do Véneto quer o fim das sanções à Rússia

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Região italiana do Véneto quer o fim das sanções à Rússia

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A região italiana do Véneto& (nordeste, 4,9 milhões de habitantes), cujo governo é dominado pelos independentistas da Liga Norte, votou esta quarta-feira uma resolução que pede o fim das sanções contra a Rússia e que pede ao Governo italiano que reconheça a Crimeia como parte integrante da Federação. Para a maioria no conselho regional, é preciso acabar com as sanções contra Moscovo, uma vez que os russos responderam à União Europeia e aos Estados Unidos com um embargo agrícola, que tem afetado fortemente a economia de regiões da Europa, como é o caso do Véneto.

Para Stefano Valdegamberi, membro da Liga Norte no Véneto e um dos autores da resolução, a região estado a pagar muito caro as sanções, porque a Rússia retaliou.

“As nossas exportações sofreram um embargo.
Queremos enviar, com o resultado desta votação, uma mensagem ao Governo italiano e à União Europeia para que mude de política em relação à Rússia e para que volte ao diálogo”, disse Valdegamberi.

Para as forças de oposição na assembleia regional do Véneto, a resolução desta quarta-feira mais não é do que propaganda da Liga Norte.

Graziano Azzalin, do Partido Democrático (centro-esquerda, no poder a nível nacional) disse que a região do Véneto não é um Estado Soberano e não tem poder de decisão em termos de política externa.

“É uma resolução que não terá qualquer efeito e é propaganda da Liga Norte”.

Moscovo aplaude, Kiev recrimina

Moscovo aplaudiu a resolução e disse que “a propaganda antirussa orquestrada pela Ucrânia não funciona”. Esteve presente em Veneza, durante a votação da resolução, uma delegação vinda diretamente de Moscovo para acompanhar todo o processo.

Já o Embaixador Ucraniano em Itália, Yevhen Perelygin, disse, numa carta aberta, que não se surpreende com a posição da Liga Norte, “o partido que quer separar o Véneto do resto de Itália”.

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