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EgyptAir: PM egípcio diz que é cedo para avançar com justificações da queda de Airbus

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EgyptAir: PM egípcio diz que é cedo para avançar com justificações da queda de Airbus

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O primeiro-ministro egípcio disse que é cedo para avançar com quaisquer justificações para a queda do Airbus A320 da companhia aérea Egyptair, que fazia a ligação entre Paris e o Cairo. As declarações de Sherif Ismail estão desalinhadas com as do ministro egípcio da Aviação Civil, Sherif Fathy, que admitiu que o “terrorismo é mais provável do que uma falha mecânica.”

A análise das caixas negras poderá ajudar a dissipar todas as dúvidas. Um outro avião da Egyptair partiu hoje de Paris para o Cairo com alguns familiares dos passageiros que circulavam no aparelho que se despenhou.

Uma fragata das Forças Armadas gregas que participa nas buscas do avião da Egyptair descobriu dois grandes objetos de plástico flutuando numa área de mar a 230 milhas ao sul da ilha de Creta, na quinta-feira, disseram fontes de Defesa grega.

Os dois objetos pareciam ser pedaços de plástico branco e vermelho. Foram vistos perto de uma área onde um sinal do transponder foi emitido momentos.

Fonte do Ministério da Defesa precisou à agência espanhola Efe que os destroços em causa estão a 50 quilómetros da ilha de Cárpatos, tratando-se de pedaços de plástico com cordas cor de laranja.

Altos funcionários franceses e egípcios expressaram condolências aos familiares das 66 vítimas do voo Paris-Cairo que se despenhou na madrugada desta quinta feira no Mar Meditârreneo.

No voo seguiam 30 egípcios, 15 franceses, um português entre outras nacionalidades.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Marc Ayrault declarou:

“Obviamente imaginamos a angústia das famílias, entre elas quinze de França. A primeira prioridade é, claro, informar as famílias. A célula de crise do Quai d’Orsay foi imediatamente ativada e um número exclusivo está disponível. As famílias podem ligar e elas também são bem-vindas a um hotel em Roissy. Uma unidade de crise também foi aberto na embaixada de França no Cairo”.

      Também esta manhã o primeiro-ministro francês Manuel Valls afirmava: “ A França está pronta para participar nas buscas se as autoridades egípcias o solicitarem. Acredito que, nesta fase, nenhuma hipótese pode ser descartada sobre as causas do desaparecimento.”

      Autoridades aeronáuticas egípcias lançaram as operações de busca com o apoio de meios aéreos gregos. Dois aviões e uma fragata do exército da Grécia.

      As operações estão centradas num raio de 130 milhas náuticas a sudeste da ilha grega de Karpathos.

      Um português entre as vítimas

      A secretaria de Estado das Comunidades informou hoje que o português que seguia a bordo do avião da Egyptair que se terá despenhado no Mediterrâneo, tinha 62 anos e trabalhava em Joanesburgo, na África do Sul.

      Em declarações à agência Lusa, uma fonte da secretaria de Estado referiu que o cidadão português tem “sede de trabalho em Joanesburgo, na África do Sul” e que, “em breve”, serão dadas mais informações sobr eo passageiros português.

      O avião da Egyptair hoje desaparecido despenhou-se ao largo da ilha grega de Karpathos, no Mediterrâneo, no espaço aéreo egício, disse à agência France Presse uma fonte aeroportuária grega.

      O voo MS804 da Egyptair, que fazia a ligação entre Paris e o Cairo, transportava 66 passageiros a bordo, entre eles um português, 15 cidadãos franceses, um britânico e um canadiano.

      No avião, que voava de Paris para o Cairo, viajavam também dois iraquianos, um britânico, um belga, um kuwaitiano, um saudita, um sudanês, um chadiano, um argelino e um canadiano.

      “Por volta das 03:30 (hora de Lisboa) o avião entrou no espaço aéreo egípcio e desapareceu do radar grego e despenhou-se a cerca de 130 milhas da ilha de Karphatos”, disse a mesma fonte à agência noticiosa AFP.

      A fonte da avião civil da Grécia disse também que a última comunicação com o piloto do voo da Egyptair ocorreu três minutos antes de o aparelho se ter despenhado, acrescentando que não foi recebida qualquer mensagem de alerta.

      Entretanto, o ministro da Defesa da Grécia anunciou que dois aviões de resgate e uma fragata da Marinha grega foram enviados para a zona.

      O voo partiu do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 23:09 de quarta-feira, hora local, e devia chegar ao aeroporto internacional do Cairo na madrugada de hoje.

      Decorrem operações de busca no Mediterrâneo, envolvendo as Forças Armadas egípcias e meios da Grécia.

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