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O mês de Abril mais quente de sempre não é um bom recorde, alerta a Organização Meteorológica Mundial

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O mês de Abril mais quente de sempre não é um bom recorde, alerta a Organização Meteorológica Mundial

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A Organização Meteorológica Mundial diz que “não estamos a bater recordes na temperatura global, estamos a esmagá-los” e a um ritmo impressionante.

A afirmação é de Clare Nullis, porta-voz daquela agência das Nações Unidas, que acresceu outros dados ao apelo da urgência da implementação do Acordo Climático de Paris.

Este Abril foi registado como o mais quente, quer em terra quer no oceano, de sempre, com mais de um grau Celsius acima da média do século XX. Foi também o décimo segundo mês seguido em que os recordes foram sucessivamente batidos.

A India registou na quinta-feira a sua mais tórrida temperatura: 51 graus Celsius, no Rajastão.

O principal factor, diz Nullis, são as emissões humanas que alteram o clima, com maior incidência do que o fenómeno El Niño.
Com o actual crescimento das emissões de dióxido de carbono (CO2), o aumento de dois graus Celsius estabelecidos como limite máximo no acordo climático de Paris serão atingidos em duas gerações.

Igualmente preocupante é que os níveis de CO2 tenham passado as 400 partes por milhão (400ppm) no hemisfério sul. É preocupante, explica Nullis, porque no hemisfério norte as concentrações variam, mas no hemisfério sul são estáveis. Isto quer dizer que, tendo-se ultrapassado 400ppm, estes valores já não vão descer.

O Acordo Climático de Paris foi assinado a 15 de dezembro 2015 por 175 estados, mas não está ainda ratificado por todos.

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