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Afeganistão confirma morte de líder Talibã em ataque dos EUA

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Afeganistão confirma morte de líder Talibã em ataque dos EUA

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O ministro da Defesa e os serviços secretos do Afeganistão (NDS) confirmaram a morte do líder dos Talibã afegãos durante um ataque norte-americano na fronteira do país com o Paquistão.

Fontes em Washington tinham afirmado que o Mulá Akhtar Mansour teria sido “provavelmente” morto durante o ataque de ontem, autorizado pelo presidente Obama.

Vários drones tinham atingido o carro em que seguia o responsável do grupo armado e um motorista, a sudoeste da cidade paquistanesa de Ahamd Wal.

Segundo o responsável da diplomacia norte-americana, Mansour teria sido neutralizado por se opor às discussões de paz afegãs.

“Esta ação envia uma mensagem clara ao mundo de que continuamos a apoiar os nossos parceiros afegãos no esforço para construir um país mais estável, unido, seguro e próspero. Os Estados Unidos sempre defenderam que um processo de reconciliação liderado pelos afegãos seria o caminho mais curto para a paz. Mansour era uma ameaça a este esforço para pôr fim à violência”, afirmou John Kerry, à margem de uma visita ao Myanmar.

Mansour tinha tomado as rédeas do grupo em Julho do ano passado depois do anúncio da morte do seu antecessor, o Mulá Omar.

Um residente de Cabul mostra-se contente com a notícia, “eles fazem entrar combatentes no Afeganistão, em especial adolescentes e crianças, em troca de comida”.

Um jornalista paquistanês publicou esta imagem do alegado corpo do líder Talibã e do seu motorista, num hospital na cidade paquistanesa de Quetta.

A morte do responsável poderia dispersar ainda mais o movimento, quando vários combatentes decidiram juntar-se ao grupo Estado Islâmico nos últimos meses.

Os Talibã tinham reivindicado vários atentados nos últimos meses, como a ação que vitimou 64 pessoas, junto à sede dos serviços secretos afegãos, em Abril, em Cabul.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, renovou hoje o apelo para que os Talibã se sentem à mesa das negociações.

O ataque norte-americano ocorre num momento em que, teoricamente, os Estados Unidos resumiram as suas operações no país ao aconselhamento e treino das forças afegãs.

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