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Taça de Portugal: Sp. Braga vence final e deixa FC Porto de mãos vazias

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Taça de Portugal: Sp. Braga vence final e deixa FC Porto de mãos vazias

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Com o guarda-redes Marafona em destaque, os “guerreiros” do Minho repetiram o triunfo de há 50 anos, no Jamor. Em 1965/66, os bracarenses derrotaram por 1-0 o Vitória de Setúbal.

O Sporting de Braga levou de vencida o FC Porto, este domingo, na final da Taça de Portugal, por 4-2, no desempate por grandes penalidades após um 2-2 no final dos 120 minutos de futebol.

Meio século depois do primeiro título ganho no Jamor, Marafona, o guarda-redes dos “guerreiros” do Minho, foi o herói da equipa de Paulo Fonseca ao defender os penáltis do mexicano Herrera e do uruguaio Maxi Pereira.

Na sexta presença na final da Taça de Portugal, a segunda consecutiva, o Braga, tal como há um ano contra o Sporting, voltou a marcar primeiro que o adversário. Desta feita, logo aos 12 minutos, com Rui Fonte a aproveitar um erro clamoroso da defesa portista. O experiente Helton, o rotinado Marcano e o jovem Chidozie ficaram muito mal na fotografia.

Os “arsenalistas” mostravam-se personalizados, determinados e, mesmo contra o vento, conseguiu suster a reação portista. Ao intervalo, com os adeptos “azuis e brancos” a fazer ouvir bem alto o descontentamento, José Peseiro trocou o jovem nigeriano Chidozie por Rúben Neves.

Os “dragões” surgiram melhor. Herrera ficou perto do golo aos 56 minutos, mas logo a seguir uma nova falha defensiva, desta vez com Helton e Marcano a desentenderem-se, permitiu a Josué marcar o 0-2.

Paulo fonseca trocou de avançados, apostando em Stojiljkovic. André Silva aparece em jogo, obrigando primeiro Marafona a uma primeira defesa e, no minuto seguinte, a marcar mesmo. Jogada de insistência, Brahimi remata da esquerda, Marafona defende, mas à boca da baliza o jovem avançado, de 20 anos, finalizou.

O Braga pareceu ter sentido o golo e perdeu clarividência. Deixou de conseguir sair a jogar e o FC Porto ganhou confiança. Em especial, André Silva. Aos 73 minutos, o “miúdo” obrigou Marafona a grande defesa.

Peseiro juntou Aboubakar a André Silva e refrescou o meio-campo com André André. Fonseca já havia trocado de central: Ricardo Ferreira pelo francês Willy Boly. Depois, chamou ainda ao jogo Pedro Santos.

O balde de água fria chegou nos descontos, levantando os fantasmas de há um ano quando o Sporting também empatou a final nos descontos e depois viria a ganhá-la nos penáltis. Já lá vamos. É que o golo do empate do FC Porto é um momento para André Silva mais tarde recordar.

Nova jogada de insistência do FC Porto após um canto a favor, ao qual até Helton acorreu. Herrera consegue um cruzamento em esforço na linha de fundo e o avançado do FC Porto marcou de bicicleta.

No prolongamento, o FC Porto surgiu com mais frescura que os minhotos e pressionou. Só a defesa tremia nos “dragões”, mas o Braga já não conseguia aproveitar.

A equipa de José Peseiro procurou o golo, em especial André Silva, mas não conseguiu evitar o desempate por grandes penalidades. Aí, Herrera e Maxi Pereira permitiram as defesas de Marafona, o Braga marcou por quatro vezes e fez a festa.

O momento especial do Braga teve o ponto alto no momento em que recebeu a Taça das mãos do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, um confesso adepto dos arsenalistas. O FC Porto voltou a ficar de mãos vazias. O ultimo título ganho pelos “dragões” foi a Supertaça de 2013, curiosamente, com Paulo Fonseca, hoje adversário, então como treinador.

O Sporting de Braga vai, assim, abrir a próxima época a disputar, pela primeira vez diante do Benfica, a Supertaça Cândido de Oliveira. O presidente António Salvador ainda espera que seja com Paulo Fonseca à frente da equipa apesar dos rumores que colocam o treinador a caminho do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

Ficha de jogo

Estádio do Jamor, Lisboa (35.000 espetadores)
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto). FC Porto: Helton; Maxi Pereira, Chidozie (Rúben Neves, 46’), Marcano e Layún; Danilo; Varela (Aboubakar, 79’), Sérgio Oliveira (André andré, 74’), Herrera e Brahimi; André Silva (A). Treinador: José Peseiro. SC Braga: Marafona (A); Baiana, Ricardo Pereira (Boly, 77’), André Pinto (A) e Marcelo Goiano; Josué (Pedro Santos, 84’), Luiz Carlos, Mauro (A) e Rafa Silva; Rui Fonte (Stojiljkovic, 59’) e Hassan. Treinador: Paulo Fonseca. Golos: andré Silva (61’ e 90+1’); Rui fonte (12’) e Josué (58’). Penáltis:>/b>Layún (1-0), Rúben Neves (2-2); Pedro Santos (1-1), Stojiljkovic (1-2), Hassan (2-3) e Marcelo Goiano (2-4). (Herrera e Maxi Pereira falharam)

Reações após a final da Taça

José Peseiro, treinador do FC Porto: “Quero dar os parabéns ao Braga, mas acho que fizemos o suficiente para ganhar, tivemos muita infelicidade nos golos que sofremos. Fizemos 27 remates contra 10. Tivemos muita infelicidade, muito infortúnio, mas a equipa esteve sempre a querer lutar e a dar a volta ao resultado, e mesmo com dois erros incríveis, mas nunca baixou os braços. Acho que não merecíamos. Merecíamos outro resultado. É uma época perdida, se perdemos a final da Taça, que era o feito que podíamos vencer, é uma época perdida.” Paulo Fonseca, treinador do SC Braga: “Este era o nosso principal objetivo, mesmo sem nunca o assumirmos em público. Chegámos com a equipa muito desgastada. Os jogadores quiseram muito este momento. Faz agora 50 anos que o Braga ganhou a Taça. O jogo foi difícil, o FC Porto nunca se rendeu, lutámos e sofremos muito. Estes jogadores e a cidade merecem viver este momento, até pelo que passou no ano passado [derrota com o Sporting no desempate por grandes penalidades]. Sempre acreditei que este ano ia ser diferente.”

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